sexta-feira, 7 de maio de 2010

Lixo, invenção humana

Ninguém joga o lixo fora, o meio ambiente é um sistema fechado...
apenas mudamos o lixo de lugar.

Lixo, responsabilidade de todos!

....................... artigo encontrado na net no endereço: http://blogs.universia.com.br/pascarellisciens/2008/07/26/lixo-uma-invencao-humana/

NELSON PASCARELLI FILHO
No dicionário encontramos a seguinte definição de lixo: “o que se varre da casa e em geral tudo o que não presta e se deita fora; imundície; ralé”. (Aurélio)
O que é lixo para uns, pode não ser para os outros.
Os dicionários deveriam rever essa conotação, incluindo na definição de lixo os conceitos de reciclagem.
É importante deixar claro que lixo e sujeira são conseqüências da miséria e da indigência; resíduo é inerente ao desenfreado consumismo e às atividades industriais. (Adaptado de um comentário feito por Umberto Eco).

Sujeira e resíduo são mazelas sociais que têm suas soluções através da ação política compromissada com o bem estar social, justa distribuição de renda, geração de empregos, saneamento básico e educação ambiental.
Há várias categorias de lixo: doméstico, hospitalar, industrial, nuclear e espacial. Cada tipo de lixo tem um grau de perigo, conforme o impacto que causa ao meio ambiente.

Os resíduos hospitalares são altamente infectantes e necessitam de prévio tratamento antes de serem incinerados e lançados nos lixões e aterros sanitários.
Além da matéria orgânica infectante, eles são compostos de plásticos. Ao queimá-los contamina-se o ar com poluentes cancerígenos.
É preciso uma tecnologia específica para esterilizá-los e captar os subprodutos que não podem ser lançados na atmosfera durante a incineração.

Cerca de 70% dos municípios brasileiros lançam os resíduos hospitalares a céu aberto, como conseqüência deste descaso com o meio ambiente e com o saneamento básico, os lençóis freáticos (água potável) são contaminados com agentes patológicos (que causam doenças infecciosas e parasitárias).
O lixo nuclear é muito perigoso, é um erro afirmar que existe tecnologia 100% segura. Nos sistemas tecnológicos há sempre o fator humano que pode causar falhas operacionais. Foram as falhas humanas que causaram as tragédias de Tchernobyl e Goiás e jamais devemos esquecê-las!

Existem cerca de 400 usinas nucleares no planeta, cada uma produzindo lixo radioativo com meia vida de 24 mil anos!
Lixo é uma invenção humana, é o lado sombrio e destrutivo da tecnologia e da busca insaciável por conforto.
Os outros animais não produzem lixo porque não têm a capacidade intelectual de fazer Tecnologia e Ciência como os seres humanos têm.
Alguns símios utilizam galhos de árvores como ferramentas, e não passam disso, não alteram as substâncias naturais para inventar novos materiais como o Homem fez ao inventar o plástico, isopor, pneu, náilon e tantos outros materiais não-biodegradáveis.
Animais e plantas fazem excreções e secreções, nós, humanos, além destas substâncias, produzimos resíduos que agridem o meio ambiente por muitos anos.

Nunca jogamos o lixo fora, apenas o mudamos de lugar, porque não existe o fora.
A natureza não faz trocas com o espaço sideral, estamos num sistema fechado.
Toda a poluição traz danos irreversíveis à biosfera.
O impacto ambiental apenas pode ser minimizado, e, mesmo assim, sempre colocará em risco o valor vida.
Do nascimento até a morte, cada brasileiro produz aproximadamente 15 toneladas de lixo.
A população humana tem crescido vertiginosamente, em 2025 seremos mais de 8 bilhões; 94% deste crescimento se deu nos países pobres.

Quanto mais seres humanos nascem no planeta, maior será a quantidade de lixo produzida; aumentam-se as necessidades de consumo de água potável e energia, o meio ambiente sofre impactos ambientais cada vez mais intensos.
Os países desenvolvidos são os que mais produzem lixo per capita: EUA, 3,5 kg/dia; Itália, 1,5kg/dia e Holanda 1,3 kg/dia. O Brasileiro produz cerca de 1 kg/dia de resíduos.

Anaxágoras afirmou “que na natureza nada se cria e nada se destrói e Lavoiser que “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” . Matéria e energia são indestrutíveis.
O isopor é uma espuma de poliestireno expandido, esta espuma não é biodegradável. Daqui a 500 anos as embalagens de isopor continuarão a sujar a superfície do planeta.
As fraldas descartáveis demoram entre 400 a 500 anos para se desmancharem e, enquanto se desfazem, contaminam os lençóis de água potável com vírus, parasitas e bactérias que estão presentes nas fezes e urina.
A Ecologia nos ensina que a relação entre os seres vivos não é linear, mas complexa, em forma de teia. É por isso que um dano ao meio ambiente atinge diversos seres vivos tornando a recuperação de um dano ambiental muita lenta.
Uma educação ambiental eficaz ensina ao aluno a pensar globalmente, que tudo está ligado a tudo e que é possível realizar um consumo responsável, comprando-se o que é necessário para a sua sobrevivência, e, principalmente, educa-se a comprar de empresas que investem em responsabilidade social, produzido objetos de mínimo impacto ambiental, que se responsabiliza pelo resíduo produzido, tanto durante a fabricação, como depois, quando o produto não tiver mais utilidade para o consumidor.
O senso humanista inerente à ação educativa ambiental, ensina não somente a importância da reciclagem, mas educa-se para a reprodução responsável, cujo objetivo é a qualidade de vida.
É impossível gerar filhos e dar a eles qualidade de vida num meio ambiente poluído e violento. Sem o controle de natalidade caminhamos para o caos sócio-ambiental.
É notório que se temos tecnologia aeroespacial, temos tecnologia para acabar com a fome no planeta, falta boa vontade política.
O educador deve elaborar e cumprir em aula um excelente plano-político-pedagógico capaz de gerar intensa reflexão nos educandos, com a finalidade futura de termos dirigentes integralmente compromissados com as questões sócio-ambientais.

É um trabalho educacional em longo prazo que deveria ter começado nos tempos de Anaxágoras, visto que um dos pilares da preservação ambiental são as Leis da Conservação da Matéria postulada por Lavoisier e que teve sua origem nos filósofos atomistas.
Diante de uma nova invenção, basta o inventor fazer uma pergunta: - o quanto esta minha invenção agride a natureza? Diante de um produto à venda, o consumidor responsável deve e pode perguntar-se: eu preciso disto agora?

Lamentável que da invenção da Roda, nos primórdios da civilização, somente agora, que o planeta agoniza e estamos diante da possibilidade de extermínio do valor vida, é que urge a preocupação com o impacto ambiental causado pelos resíduos das atividades consumistas.
Não há mais tempo a perder, todas causas, conseqüências e soluções são conhecidas, basta uma mudança de comportamento diante dos produtos industrializados que consumimos, da água potável e da energia que usamos.

Todos devem e podem colaborar, independentemente de qual seja a profissão, posição social e crença religiosa, a preservação do valor vida é de interesse de todos.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"Carta da Terra" - dia 22 de abril, dia da Terra.

" A Carta da Terra parte de uma visão integradora e holística. Considera a pobreza, a degradação ambiental, a injustiça social, os conflitos étnicos, a paz, a democracia, á ética e a crise espiritual como problemas interdependentes que demandam soluções includentes. Ela representa um grito de urgência face as ameaças que pesam sobre a biosfera e o projeto planetário humano.
Significa também um libelo em favor da esperança de um futuro comum da Terra e Humanidade."

Leonado Boff

sábado, 13 de fevereiro de 2010

domingo, 6 de dezembro de 2009

Feira de Troca Solidária de Valinhos


Acontece dia 13 de dezembro, das 9h às 16h, em Valinhos, na EMEF Antonio Perseghetti, Ponte Alta - Rua Olímpio Folegatti, 16.

Troca de produtos, serviços e saberes dentro dos princípios da Economia Solidária.

Para chegar aqui é facinho... pega o ônibus para Valinhos na Rodoviária do Tiete, viação Lira/Caprioli. Custa 15 reais mais ou menos. Você vai saltar em frente ao evento, após passar a rodoviária de Vinhedo, o ônibus segue para Valinhos. Ele pega a av. Independência e no final dela pega a rod. dos Andradas, que liga os 2 municipios. Salta nas lombadas. Vc vai ver à esquerda uma loja de móveis rústicos (JJ) com uma big faixa escrita BOTA FORA e ao lado a faixa da Feira. Sobe essa rua e acima da praça está a Escola. Os ônibus saem na meia hora (7:30, 8:30...) e leva umas duas horas pra chegar. Na volta pra sampa vc pega o ônibus em frente no outro lado da rod. dos Andradas.

Tragam coisas para trocar.

Mais informação e o blog da Fera: http://feiradetrocasolidariadevalinhos.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

horta na floresta

Aqui é a horta que eu estou plantando em frente de casa... numa mini floresta.

Balsamo



Vaso com couve, cebolinha, beterraba, rabanete e rucula


banana ao fundo, na frente: tomate, alho, couve, rabanete e outras...


tomate
espiral de ervas: manjericão, capuchinha, balsamo, nira, cebolinha, alecrim e outras








Horta na varanda

Compartilho as fotos das plantinhas que eu tenho na varanda...

ao lado da sacada: tomate italiano, salsinha, manjerona, nas prateleiras: orégano, salsinha, babosa.



alho, tomate, alecrim,manjerona


samambaia, hortelã, batata doce, trigo... eu uso esses vasos para plantar sementes e deppois transplantar, só o trigo q eu deixo ai e vou cortando para o suco de luz do sol.



orégano no vaso e maracujá subindo pelas paredes...

Ainda tem um canto q não tirei foto q tem um pé de milho, minhocáriio, e vários vasinhos com sementes para transplantar...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Desescolarizando a Sociedade

Postado por Augusto de Franco - na Rede Românticos Conspiradores, Escola-de-Redes e na Rede Vivo Educação.

ILLICH, Ivan (1970): Deschooling society
ILLICH, Ivan (1970): Sociedade sem escolas (PDF)
ILLICH, Ivan (1970): Sociedade sem escolas (RTF)


Bem, prometi que continuaria este post. Agora seguem as razões da insistente divulgação do livro "Desescolarizando a sociedade" (assim deveria ter sido traduzido o título Deschooling Society) do nosso saudoso Ivan Illich. Ele foi o primeiro inspirador das considerações que seguem e merece ser relido, quase 40 anos depois, a luz do que ocorreu no mundo nesse período.
Sim, é urgente desescolarizar a sociedade, mas Illich, conquanto tenha tido essa visão supreendentemente antecipatória, vivia em uma época que não reunia as condições para tal mudança e nem possuia os instrumentos necessários para promovê-la.

Nas últimas décadas a educação se transformou em uma espécie de panacéia, um mito moderno que não aceita ser contestado. Não há platéia, seja qual for o lugar do mundo em que se reúna, que não balance afirmativamente a cabeça quando alguém lhe diz que a solução para todos os males que nos afligem - da insegurança urbana aos obtáculos ao desenvolvimento, das mazelas da democracia realmente existente às ameaças à vida humana em escala planetária - está na educação.

Mas esse mito moderno que, tal como a visão reducionista (ambientalista) da sustentabilidade, parece inspirar um novo tipo de religião laica, é perigosamente regressivo. Pois o que se entende por educação ainda se resume a colocar todos as crianças na escola e a melhorar a escola, sem ver que a escola, longe de ser solução, é parte do problema. E, mais do que isso, sem ver que ela é o problema.

Faço esses comentários preliminares para tentar explicar as razões pelas quais tem surgido com força ultimamente a idéia de promover a articulação de sistemas sócio-educativos, comunidades de aprendizagem, estruturadas em rede e livres dos mecanismos de obstrução, separação e exclusão que caracterizam as burocracias escolares.

A EMERGÊNCIA DOS SISTEMAS SÓCIO-EDUCATIVOS
Não é novidade para ninguém que, no mundo atual, qualquer pessoa que saiba ler e escrever e tenha acesso à Internet pode aprender muito mais do que podia há dez anos. Sim, isso é fato. Uma criança com noções rudimentares de um ou dois idiomas falados por grandes contingentes populacionais (como o inglês ou o espanhol, por exemplo), já é capaz de aprender muito mais – e com mais velocidade – do que um jovem com o dobro da sua idade que, há dez anos, estivesse matriculado em uma instituição de ensino altamente conceituada. Diz-se agora que, se souber ler (e interpretar o que leu), escrever, aplicar conhecimentos básicos de matemática na solução de problemas cotidianos e… banda larga, qualquer um vai sozinho.

A novidade é que isso não depende, nem apenas, nem principalmente, da tecnologia stricto sensu e sim de novos padrões de organização social que estão se configurando na contemporaneidade. Uma sociedade em rede está emergindo e, progressivamente, tornando obsoletos as instituições e os processos hierárquicos da velha sociedade de massa, inclusive as instituições e processos educacionais. Novas tecnologias de informação e comunicação – que permitem a interação horizontal ou entre pares (pessoa-com-pessoa) em tempo real – estão acelerando esse processo. Mas novas tecnologias sociais, tão ou mais importantes do que essas (chamadas TICs), também estão contribuindo para mudar radicalmente as condições de vida e convivência social neste dealbar do século 21.

Tudo isso vai mudar - e em parte já está mudando - a maneira como executamos as nossas atividades empresariais, governamentais e sociais. Vai mudar a maneira como nos organizamos para produzir e comercializar, governar e legislar e conviver com as outras pessoas na sociedade. E – como não poderia deixar de ser – isso também está mudando a forma como aprendemos.
O problema é que as instituições e os processos educativos que foram pensados para um tipo de sociedade que está deixando de existir (à medida que emerge uma nova sociedade cuja morfologia e dinâmica já são, em grande parte, as de uma rede distribuída) ainda remanescem e continuam aplicando seus velhos métodos. Em que pese o papel fundamental que cumpriram nos últimos séculos, essas instituições e processos já começam hoje a ser obstáculos à criatividade e à inovação.

O que tivemos, pelo menos nos dois últimos séculos, foi, em grande parte, uma educação massiva e repetitiva, voltada para enquadrar as pessoas em um tipo insustentável de sociedade (instalando nas suas mentes programas maliciosos, elaborados para implantar noções de ordem, hierarquia, disciplina e obediência) e para adestrar a força de trabalho, para que os indivíduos pudessem reproduzir habilidades requeridas pelos velhos processos produtivos e administrativos e executar rotinas determinadas.

Agora estamos, porém, vivendo a transição para outra época, para uma nova era da informação e do conhecimento, na qual as capacidades exigidas são outras também. Nesta nova sociedade do conhecimento, o que se requer é que as pessoas sejam capazes de criar e de inovar, mudando continuamente os processos de produção e de gestão para descobrir maneiras melhores de fazer e organizar as coisas. E isso elas só conseguirão na medida em que tiverem autonomia para aprender o que quiserem, da forma como quiserem e quando quiserem e para se relacionar produtivamente com outras pessoas de sua escolha, gerando cada vez mais conhecimento – o principal bem, conquanto intangível, deste novo mundo que já está se configurando.

Faz-se necessário, pois, libertar o processo educativo das amarras que tentam normatizá-lo de cima para baixo, em instituições organizadas igualmente de cima para baixo, hierarquizadas, burocratizadas e fechadas, desenhadas para guardar em caixinhas o suposto conhecimento a ser transferido, de uma maneira pré-determinada, para indivíduos que preencherem determinadas condições (e, não raro, à revelia do que eles próprios desejariam de fato aprender). Ora, já se viu que o conhecimento é uma relação social e não um objeto que possa ser estocado, transportado, transferido ou transfundido de um emissor para um receptor. O processo de geração e compartilhamento do conhecimento ocorre na sociedade e torna-se cada vez mais difícil, custoso e improdutivo quando tentamos parti-lo em pedaços para arquivá-lo nos escaninhos de uma organização separada da sociedade por paredes opacas e impermeáveis.

O que de tão importante se descobriu nos últimos anos é que, em última instância, quem é educadora é a sociedade, a cidade, a localidade onde as pessoas vivem e se relacionam. Na verdade, foi uma redescoberta democrática: Péricles, no século 5 a. E. C., já havia percebido este papel educador da polis enquanto comunidade política, quando declarou – segundo Tucídides – na oração fúnebre proferida no final do primeiro ano da guerra do Peloponeso, “que a cidade inteira é a escola da Grécia e creio que qualquer ateniense pode formar uma personalidade completa nos mais distintos aspectos, dotada da maior flexibilidade e, ao mesmo tempo, de encanto pessoal”.

Portanto, sistemas educativos deveriam ser, sempre, sistemas sócio-educativos configurados em localidades, em sócio-territorialidades, quer dizer, em redes sociais que se conformam como comunidades compartilhando agendas de aprendizagem.

Foi com base nessas considerações que surgiu a idéia de induzir a formação de comunidades de aprendizagem – estruturadas em rede – que receberam, então, por analogia com os Arranjos Produtivos Locais (APL), o nome de Arranjos Educativos Locais (AEL). A analogia tem um fundamento. Assim como os APL pretendem aproveitar o capital social de uma localidade como alavanca para induzir a formação do capital econômico, os AEL tentam fazer a mesma coisa para induzir a formação do capital humano.

OS ARRANJOS EDUCATIVOS LOCAIS (AEL) COMO EXEMPLO DE SISTEMA SÓCIO-EDUCATIVO

Arranjos Educativos Locais são uma forma de sistema sócio-educativo. São pessoas que se conectam em rede, em uma localidade, para aprender juntas.
São locais, mas entendendo-se local como cluster, como sócio-territorialidade: pessoas conectadas com uma certa configuração – ou arranjadas de determinada maneira – criando um ambiente capaz de favorecer o processo educativo.

Esse ambiente não é conformado pelas instituições hierárquicas já estabelecidas na localidade e nem pelos recursos materiais disponíveis (salas, prédios e outros equipamentos) e sim pela rede social composta por pessoas interagindo. Quanto mais distribuída e conectada for essa rede, mais o ambiente será favorável ao aprendizado individual e coletivo.

Os AEL estão baseados na idéia de que, para aprender, uma pessoa deve aprender a buscar com autonomia o que lhe interessa da sua própria maneira (tornando-se um buscador) e aprender a compartilhar o que buscou com outras pessoas gerando conhecimento a partir dessa interação (tornando-se um polinizador).

Os AEL não são sistemas educativos (como as escolas) e sim sistemas sócio-educativos. Eles envolvem sempre, necessariamente, uma parcela da sociedade local onde se situam e estão voltados para o desenvolvimento humano e social sustentável (das pessoas e das comunidades) dessa localidade.

Qualquer pessoa que tomar a decisão de catalisar um processo educativo será capaz de fazê-lo em relação àqueles temas com que tenha alguma intimidade. Desde que queira fazer isso. Desde que goste de compartilhar.

Começando pelo mais básico: quem aprendeu a ler, escrever e contar – mesmo que só um pouquinho – pode ajudar outras pessoas a aprenderem isso também; e o melhor é que, assim procedendo, pode aprender ainda mais.

Um jovem que adquiriu habilidades de navegar e publicar na Internet pode ajudar outras pessoas a também adquirir, pelo menos, parte dessas habilidades. Uma pessoa idosa que desenvolveu, ao longo de anos e anos de experimentação, suas próprias práticas de permacultura, pode refazer seu itinerário de aprendizagem com outras pessoas, jovens ou adultas. Fazendo isso não só terá oportunidade de compartilhar o que sabe, mas também de reaprender o que já esqueceu que sabe. E criará conhecimento novo sobre o assunto.
Esta é a essência do AEL.

QUALQUER PESSOA PODE ARTICULAR UM SISTEMA SÓCIO-EDUCATIVO
Sim, qualquer pessoa ou grupo de pessoas pode tomar a iniciativa de articular e animar um sistema sócio-educativo, como, por exemplo, um AEL. Desde não caia em qualquer uma (ou várias) das sete tentações seguintes:
1 – Reeditar, sob qualquer forma ou a qualquer pretexto, a relação professor-aluno.
2 – Definir currículos top down.
3 – Separar os grupos (comunidades de aprendizagem) por idade, escolaridade ou por qualquer outro critério que não seja o interesse.
4 – Tratar o conhecimento como objeto (que possa ser transferido segundo o padrão emissor-receptor) e não como relação (o conhecimento se reinventa toda vez que uma interação entre sujeitos do processo educativo se realiza).
5– Estabelecer um padrão de ensino no lugar de aprendizagem: os AEL não dão cursos, nem têm classes ou turmas, mas somente comunidades de aprendizagem, clusters conformados a partir de agendas compartilhadas de aprendizagem.
6 – Focalizar o trabalho na melhoria da escola, tentar complementá-la ou suplementá-la, ou montar uma escola ou para-escola dita “alternativa” ou “nova”.
7 – Estabelecer uma hierarquia, mesmo que meritocrática, encarando os agentes comunitários de educação (stricto sensu, os catalisadores, facilitadores ou mediadores do processo de aprendizagem) como superiores, em algum sentido, aos demais agentes comunitários de educação (lato sensu, as pessoas que interagem nas comunidades – em rede – de aprendizagem): no AEL todos são aprendentes.

Conseguir não-fazer essas coisas já seria suficiente. Mas isso, infelizmente, é bem mais difícil do que parece. Na frente de um grupo qualquer de pessoas desejosas de aprender alguma coisa, somos tomados - se avaliamos que sabemos mais do que elas sobre algum assunto - por uma irrefreável compulsão de ensinar, de se comportar como professor, como um sujeito acima que vai então transfundir o seu conhecimento para os que estão abaixo. Na verdade, isso parece ser uma pulsão mesmo, um vaga inconsciente que vem lá daquelas profundezas escuras onde foram e permanecem implantadas as matrizes das separações - entre fortes e fracos, ricos e pobres, sábios e ignorantes, enfim, entre superiores e inferiores - que geraram esse tipo de civilização em que vivemos.

Falei acima do que não-fazer. Vou colocar agora o que deveríamos manter em uma experiência de sistema sócio-educativo do tipo AEL.
1. A natureza dos AEL como clusters de aprendizagem: aglomerados locais de pessoas e organizações (presentes sempre por meio de pessoas) – conectadas em redes distribuídas – que se formam criando ambientes favoráveis às interações educativas.
2 – O caráter dos AEL de sistemas sócio-educativos (e não apenas sistemas educativos – como as escolas e outros aparatos burocráticos, hierárquicos, voltados ao ensino). Os AEL são uma forma de communityschooling, porém na linha do unschooling; quer dizer, de educação comunitária desescolarizada e viabilizada por meio da conformação de comunidades de aprendizagem (e não de “ensinagem”).
3 – A estratégia dos AEL de aproveitar o capital social existente em uma dada localidade para impulsionar ou alavancar o desenvolvimento do capital humano e incrementar, por realimentação (feedback positivo), o próprio capital social da localidade.
4 – A abertura dos AEL para todos que a eles quiserem se conectar desde que observando suas regras, sem qualquer critério de idade, escolaridade, condição sócio-econômica ou outra condição qualquer que não seja a do interesse em aprender.
5 – O referencial conceitual dos AEL que parte do conectivismo como teoria da aprendizagem e combina métodos de auto-didatismo (incluindo alguns processos já consagrados no homeschooling) com métodos de comum-didatismo (communityschooling), mas sem qualquer ortodoxia metodológica ou pedagógica.
6 – A composição dos AEL: um AEL é composto por agentes comunitários de educação lato sensu. Todas as pessoas que interagem em um Arranjo Educativo Local, individualmente ou representando uma organização social, empresarial ou governamental, são – no sentido mais geral da expressão – agentes comunitários de educação, inclusive os que os sistemas educativos chamam de “alunos”.
7 – O padrão de organização dos AEL, que se estruturam e funcionam sempre como redes distribuídas de pessoas, ou seja, como redes sociais, articuladas e animadas presencialmente e à distância. Essas redes devem buscar alcançar o grau máximo de distribuição e conectividade (todos-com-todos) de sorte a ensejar a geração de verdadeiras comunidades (de aprendizagem). Delas participam os agentes (stricto sensu, os ACE – Agentes Comunitários de Educação), os educadores-educandos (aprendentes), as pessoas que representam os parceiros institucionais e outros stakeholders sociais da iniciativa.
8 – Os Agentes Comunitários de Educação (ACE, stricto sensu), que são os catalisadores de processos de aprendizagem, especialmente preparados e voltados (motivados e capacitados) para essa função. Além de catalisarem o processo de aprendizagem, cabe também aos ACE visitar regularmente as pessoas da localidade, de preferência de casa em casa (tal como fazem os Agentes Comunitários de Saúde) no início para explicar o projeto e, depois, para relatar os avanços obtidos e as dificuldades encontradas, mantendo as pessoas informadas. Cabe ainda aos ACE fazer o netweaving da rede virtual que se organizará em cada AEL, administrando a plataforma interativa utilizada.
9 – As agendas de aprendizagem em torno das quais se formam as comunidades de aprendizagem em rede. Essas agendas podem ser variadas (por exemplo, alfabetização na língua natal ou em línguas estrangeiras, matemática, lógica, alfabetização digital, educação científica, artes, esportes e cultura, educação na sustentabilidade, educação para a democracia etc.), mas devem sempre ensejar oportunidades aos educandos de “andar com as próprias pernas”, transformando-se em buscadores cada vez mais autônomos e polinizadores (ou construtores coletivos de conhecimentos) cada vez mais interdependentes.
10 – A rede social mais ampla que deve ser articulada e animada conectando (pelo menos 1%) das pessoas da localidade, dos promotores, parceiros e apoiadores da iniciativa que estejam dispostas a acompanhar e interagir com o programa, mesmo que não participem diretamente como aprendentes (educadores-educandos) das atividades dos AEL. Essa ligação com a sociedade são as raízes sociais do programa, o seu lastro de capilaridade social. É por meio desses “dutos” que o capital social da localidade será “importado” como um recurso capaz de fazer a diferença no processo sócio-educativo.
11 – O engajamento da rede AEL na indução do desenvolvimento humano e social sustentável da localidade. Este é um trabalho prático – voluntário – de investimento no capital social da localidade.É claro que outras visões são possíveis. Essa, entretanto, é a visão de algumas pessoas que - como eu - participaram da proposição de uma experiência fundante que está sendo ensaiada neste momento em duas localidades do Paraná (na iniciativa denominada Projeto Arranjos Educativos Locais Sesi-Senai/PR 2009, do Sistema FIEP).

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Compostagem



Eu faço compostagem de duas formas:
1. Abro um buraco na terra, coloco o lixo orgânico, cubro com palha e depois terra. Planto alguma semente.
2. Um garrafão de água 6lt cortado, com a parte do bico maior, enfio essa parte do bico na outra (fundo), coloco um pouco de esterco, terra, e vou colocando lixo orgânico até encher. Tampo com um pedaço de papelão e coloco minhocas. Uso as que encontro aqui no próprio terreno. Fiz agora uma experiência com 4 minhocas. Da outra vez tinham 6 e duas se suicidaram...rsrs pularam fora do garrafão. Não sei o que aconteceu, mas as outras 4 estavam bem... vai ver deu briga entre elas... Usei o composto da outra vez em um mês e tirei também o chorume que usei nas plantas (biofertilizante).

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cartilha de Agricultura Orgânica

O Ministério da Agricultura lançou uma cartilha informando a população sobre os benefícios de alimentos livres de agrotóxicos, bem como sobre a questão dos produtos transgênicos que "colocam em risco a diversidade de variedades que existem na natureza".

Tive a informação que essas cartilhas não serão distribuidas porque a indústria dos alimentos transgênicos (Monsanto), entrou com uma ação que impede a distribuição. A cartilha foi ilustrada pelo Cartunista Ziraldo e ainda é possivel encontrá-la no site:

http://www.aba-agroecologia.org.br/aba2/images/pdf/cartilha_ziraldo.pdf .

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Segunda sem Carne

http://segundasemcarne.blogspot.com/

Fique um dia sem comer carne e ajude a salvar o planeta.


segunda-feira, 8 de junho de 2009

sexta-feira, 5 de junho de 2009

por Michael Moore,

traduzido daqui


http://www.michaelmoore.com/words/message/index.php?id=248

Escrevo na manhã que marca o fim da toda-poderosa General Motors. Quando chegar a noite, o Presidente dos Estados Unidos terá oficializado o ato: a General Motors, como conhecemos, terá chegado ao fim.

Estou sentado aqui na cidade natal da GM, em Flint, Michigan, rodeado por amigos e familiares cheios de ansiedade a respeito do futuro da GM e da cidade. 40% das casas e estabelecimentos comerciais estão abandonados por aqui. Imagine o que seria se você vivesse em uma cidade onde uma a cada duas casas estão vazias. Como você se sentiria?

É com triste ironia que a empresa que inventou a "obsolescência programada"
- a decisão de construir carros que se destroem em poucos anos, assim o consumidor tem que comprar outro - tenha se tornado ela mesma obsoleta. Ela se recusou a construir os carros que o público queria, com baixo consumo de combustível, confortáveis e seguros. Ah, e que não caíssem aos pedaços depois de dois anos. A GM lutou aguerridamente contra todas as formas de regulação ambiental e de segurança. Seus executivos arrogantemente ignoraram os "inferiores" carros japoneses e alemães, carros que poderiam se tornar um padrão para os compradores de automóveis. A GM ainda lutou contra o trabalho sindicalizado, demitindo milhares de empregados apenas para "melhorar" sua produtividade a curto prazo.

No começo da década de 80, quando a GM estava obtendo lucros recordes, milhares de postos de trabalho foram movidos para o México e outros países, destruindo as vidas de dezenas de milhares de trabalhadores americanos. A estupidez dessa política foi que, ao eliminar a renda de tantas famílias americanas, eles eliminaram também uma parte dos compradores de carros. A História irá registrar esse momento da mesma maneira que registrou a Linha Maginot francesa, ou o envenenamento do sistema de abastecimento de água dos antigos romanos, que colocaram chumbo em seus aquedutos.

Pois estamos aqui no leito de morte da General Motors. O corpo ainda não está frio e eu (ouso dizer) estou adorando. Não se trata do prazer da vingança contra uma corporação que destruiu a minha cidade natal, trazendo miséria, desestruturação familiar, debilitação física e mental, alcoolismo e dependência por drogas para as pessoas que cresceram junto comigo. Também não sinto prazer sabendo que mais de 21 mil trabalhadores da GM serão informados que eles também perderam o emprego.

Mas você, eu e o resto dos EUA somos donos de uma montadora de carros! Eu sei, eu sei - quem no planeta Terra quer ser dono de uma empresa de carros? Quem entre nós quer ver 50 bilhões de dólares de impostos jogados no ralo para tentar salvar a GM? Vamos ser claros a respeito disso: a única forma de salvar a GM é matar a GM. Salvar a preciosa infra-estrutura industrial, no entanto, é outra conversa e deve ser prioridade máxima.

Se permitirmos o fechamento das fábricas, perceberemos que elas poderiam ter sido responsáveis pela construção dos sistemas de energia alternativos que hoje tanto precisamos. E quando nos dermos conta que a melhor forma de nos transportarmos é sobre bondes, trens-bala e ônibus limpos, como faremos para reconstruir essa infra-estrutura se deixamos morrer toda a nossa capacidade industrial e a mão-de-obra especializada?
Já que a GM será "reorganizada" pelo governo federal e pela corte de falências, aqui vai uma sugestão ao Presidente Obama, para o bem dos trabalhadores, da GM, das comunidades e da nação. 20 anos atrás eu fiz o filme "Roger & Eu", onde tentava alertar as pessoas sobre o futuro da GM. Se as estruturas de poder e os comentaristas políticos tivessem ouvido, talvez boa parte do que está acontecendo agora pudesse ter sido evitada. Baseado nesse histórico, solicito que a seguinte ideia seja considerada:
1. Assim como o Presidente Roosevelt fez depois do ataque a Pearl Harbor, o Presidente (Obama) deve dizer à nação que estamos em guerra e que devemos imediatamente converter nossas fábricas de carros em indústrias de transporte coletivo e veículos que usem energia alternativa. Em 1942, depois de alguns meses, a GM interrompeu sua produção de automóveis e adaptou suas linhas de montagem para construir aviões, tanques e metralhadoras. Esta conversão não levou muito tempo. Todos apoiaram. E os nazistas foram derrotados.

Estamos agora em um tipo diferente de guerra - uma guerra que nós travamos contra o ecossistema, conduzida pelos nossos líderes corporativos. Essa guerra tem duas frentes. Uma está em Detroit. Os produtos das fábricas da GM, Ford e Chrysler constituem hoje verdadeiras armas de destruição em massa, responsáveis pelas mudanças climáticas e pelo derretimento da calota polar.

As coisas que chamamos de "carros" podem ser divertidas de dirigir, mas se assemelham a adagas espetadas no coração da Mãe Natureza. Continuar a construir essas "coisas" irá levar à ruína a nossa espécie e boa parte do planeta.

A outra frente desta guerra está sendo bancada pela indústria do petróleo contra você e eu. Eles estão comprometidos a extrair todo o petróleo localizado debaixo da terra. Eles sabem que estão "chupando até o caroço". E como os madeireiros que ficaram milionários no começo do século 20, eles não estão nem aí para as futuras gerações.

Os barões do petróleo não estão contando ao público o que sabem ser verdade: que temos apenas mais algumas décadas de petróleo no planeta. À medida que esse dia se aproxima, é bom estar preparado para o surgimento de pessoas dispostas a matar e serem mortas por um litro de gasolina.

Agora que o Presidente Obama tem o controle da GM, deve imediatamente converter suas fábricas para novos e necessários usos.

2. Não coloque mais US$30 bilhões nos cofres da GM para que ela continue a fabricar carros. Em vez disso, use este dinheiro para manter a força de trabalho empregada, assim eles poderão começar a construir os meios de transporte do século XXI.

3. Anuncie que teremos trens-bala cruzando o país em cinco anos. O Japão está celebrando o 45o aniversário do seu primeiro trem bala este ano. Agora eles já têm dezenas. A velocidade média: 265km/h. Média de atrasos nos trens: 30 segundos. Eles já têm esses trens há quase 5 décadas e nós não temos sequer um! O fato de já existir tecnologia capaz de nos transportar de Nova Iorque até Los Angeles em 17 horas de trem e que esta tecnologia não tenha sido usada é algo criminoso. Vamos contratar os desempregados para construir linhas de trem por todo o país. De Chicago até Detroit em menos de 2 horas. De Miami a Washington em menos de 7 horas. Denver a Dallas em 5h30. Isso pode ser feito agora.

4. Comece um programa para instalar linhas de bondes (veículos leves sobre trilhos) em todas as nossas cidades de tamanho médio. Construa esses trens nas fábricas da GM. E contrate mão-de-obra local para instalar e manter esse sistema funcionando.

5. Para as pessoas nas áreas rurais não servidas pelas linhas de bonde, faça com que as fábricas da GM construam ônibus energeticamente eficientes e limpos.

6. Por enquanto, algumas destas fábricas podem produzir carros híbridos ou elétricos (e suas baterias). Levará algum tempo para que as pessoas se acostumem às novas formas de se transportar, então se ainda teremos automóveis, que eles sejam melhores do que os atuais. Podemos começar a construir tudo isso nos próximos meses (não acredite em quem lhe disser que a adaptação das fábricas levará alguns anos - isso não é verdade)

7. Transforme algumas das fábricas abandonadas da GM em espaços para moinhos de vento, painéis solares e outras formas de energia alternativa. Precisamos de milhares de painéis solares imediatamente. E temos mão-de-obra capacitada a construí-los.

8. Dê incentivos fiscais àqueles que usem carros híbridos, ônibus ou trens. Também incentive os que convertem suas casas para usar energia alternativa.

9. Para ajudar a financiar este projeto, coloque US$ 2,00 de imposto em cada galão de gasolina. Isso irá fazer com que mais e mais pessoas convertam seus carros para modelos mais econômicos ou passem a usar as novas linhas de bondes que os antigos fabricantes de automóveis irão construir.

Bom, esse é um começo. Mas por favor, não salve a General Motors, já que uma versão reduzida da companhia não fará nada a não ser construir mais Chevys ou Cadillacs. Isso não é uma solução de longo prazo.

Cem anos atrás, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a desistir dos cavalos e carroças por uma nova forma de locomoção. Agora é hora de dizermos adeus ao motor a combustão. Parece que ele nos serviu bem durante algum tempo. Nós aproveitamos restaurantes drive-thru. Nós fizemos sexo no banco da frente - e no de trás também. Nós assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos à corridas de Nascar ao redor do país e vimos o Oceano Pacífico pela primeira vez através da janela de um carro na Highway
1. E agora isso chegou ao fim. É um novo dia e um novo século. O Presidente - e os sindicatos dos trabalhadores da indústria automobilística - devem aproveitar esse momento para fazer uma bela limonada com este limão amargo e triste.

Ontem, a último sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte certa naquela noite e viveu por mais 97 anos. Nós podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as "Flint - Michigans" deste país. 60% da General Motors é nossa. E eu acho que nós podemos fazer um trabalho melhor.

Yours,
Michael Moore
MMFlint@aol.com
MichaelMoore.com

sábado, 30 de maio de 2009

Frase porreta...

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...

Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

quinta-feira, 28 de maio de 2009

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A Luna mandou por e-mail e deixo aqui no blog pra compartilhar com todos...

BIO LIVROS:

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Revolução do Consumo - Banco Palma

Experiência fantástica no Ceará...

Em 2003, o presidente da Costa Rica disse...

From the former prez of Costa Rica, in a 2003 speech:
"225 million persons in Latin America, live in poverty. Many of them are part of the 1.2 billion people living on less than one $ per day. I know that we have heard these figures often, so often that we have grown somewhat less sensitive to them. Therefore let me put them in perspective: cows in Europe “earn” 3 to 5 $ per day in agricultural subsidies, and in Japan up to $7 per day! I have nothing against the cows, but I just feel it points out some of the absurdities of our world that we must address!"

Do ex-presidente da Costa Rica, num discurso em 2003:
"225 milhões de pessoas na América Larina vivem na pobreza. Muitas dessas são parte dos 1.2 bilhões de pessoas que vivem com menos de um $ por dia. Eu sei que nós ouvimos essas estatísticas frequentemente, tão frequente que nós crescemos de alguma forma menos sensíveis a elas. Por isso, deixe-me colocá-los em outra perspectiva: vacas na Europa "ganham" 3 a 5 $ por dia em subsídios agrícolas, e no Japão chegam a ganhar até $7 por dia! Eu não tenho nada contra as vacas, mas eu simplesmente acho que isso é um dos absurdos do nosso mundo que nós temos que resolver!"

350 ppm

Uma entrevista com o diretor 350.org Bill McKibben, republicado de Folha:
AFRA BALAZINAda Folha de S.Paulo

"O número 350 é o mais importante do planeta", diz o escritor e ambientalista americano Bill McKibben, 48. Essa cifra, diz, significa "segurança climática". Neste caso, ele se refere ao limite de concentração de carbono na atmosfera que o mundo deve adotar para evitar uma catástrofe ambiental, medido em partes por milhão. (mais)