quarta-feira, 29 de abril de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Guerreiros sem Armas



http://guerreirossemarmas.wordpress.com/

domingo, 26 de abril de 2009

A idéia do Blog

A idéia deste blog é compartilhar informações do curso Gaia, conhecimentos, trocar idéias, projetos e quem sabe fazer alguma parceria... enfim opinem, se expressem e quem quiser participar postando me avisa q eu adiciono.
abs

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Freecycle


Freecycle significa manter coisas úteis fora dos depósitos de lixo.Significa doar algo que não tem mais uso em nossa vida a alguém que poderia prolongar um pouco mais a sua utilidade.Significa dar presentes às pessoas, ao mesmo tempo em que limparmos nossa própria bagunça.Significa criar, construir, e sustentar uma comunidade ecologicamente consciente.Oferecer itens dos quais já não precisamos mais àqueles que precisam deles.


A principal regra: tudo que for postado no website Freecycle deve ser gratuito. Este grupo faz parte da Rede Freecycle, uma organização sem fins lucrativos que reúne pessoas interessadas em deixar seus objetos fora dos depósitos de lixo. Acesse freecycle.org para obter o endereço de outras comunidades e informações sobre o movimento!! E-mail saopaulofreecycle-owner@yahoogroups.com para perguntas ou sugestões!

Água Virtual


Estamos habituados a calcular, no uso doméstico, um consumo médio de 200 litros por habitante/dia. Porém, considerando outros usos, quantos litros de água uma pessoa consome por dia? A resposta está no cálculo da água virtual.

Mas, o que é "água virtual"?

É a quantidade de água gasta para produzir um bem, produto ou serviço. Ela está embutida no produto, não apenas no sentido visível, físico, mas também no sentido "virtual", considerando a água necessária aos processos produtivos. É uma medida indireta dos recursos hídricos consumidos por um bem.

Por exemplo, para produtos primários como cereais e frutas, o cálculo da água virtual é relativamente simples: é a relação entre a quantidade total de água usada no cultivo e a produção obtida (m³/ton). A estimativa da água requerida no cultivo dos vários tipos de plantas é feita em função do tipo de solo, clima, técnica de plantio e irrigação, etc. Existem softwares que podem ser usados para este fim. Uma vez obtida a água virtual do produto primário, um inventário hídrico deve ser feito acompanhando os vários passos para obtenção do produto final.

O termo "água virtual" foi introduzido em 1993 por Tony Allan (1). Ele expôs essa idéia durante quase uma década para obter reconhecimento da importância do tema, que envolve disciplinas de meio ambiente, engenharia de alimentos, engenharia de produção agrícola, comércio internacional e tantas outras áreas que se relacionam com a água.

Atualmente, em discussões técnicas, esse parâmetro está sendo avaliado como um instrumento estratégico na política da água. É o caso do comércio agrícola, que promove uma gigantesca transferência de água de regiões onde ela se encontra de forma abundante e de baixo custo, para outras onde ela é escassa, cara e seu uso compete com outras prioridades.

Vale citar como exemplo a China, que importa cerca de 18 milhões de toneladas de soja por ano, a um custo de 3,5 milhões de dólares. Por esse caminho ingressam naquele país cerca de 45 milhões de m³ de água. Um recurso hídrico que a China não teria disponível para cultivar essa soja.

Outro exemplo que vale a pena citar é o das exportações de carne do Brasil. Em 2003, o país mandou para fora 1,3 milhão de toneladas de carne bovina, com uma receita cambial de 1,5 milhão de dólares. Por esse caminho, acabou exportando também 19,5 km³ de água virtual (19,5 bilhões de m³).

Deve ficar atento ao fato de que estas modalidades de comércio crescerão em futuro próximo, paralelamente ao esgotamento e a contaminação dos recursos hídricos.

Dados recentes da UNESCO (3) dão conta que o comércio global movimenta um volume anual de água virtual da ordem de 1.000 a 1.340 km³, sendo:

a 67 % relacionados com o comércio de produtos agrícolas;
a 23 % relacionados com o comércio produtos animais;
a 10 % relacionados com produtos industriais.

No 3º Fórum Mundial da Água, realizado em 2003 nas cidades de Kyoto, Shiga e Osaka, o Brasil foi citado como o 10º exportador de água virtual (atrás de Estados Unidos, Canadá, Tailândia, Argentina, Índia, Austrália, Vietnam, França e Guatemala). Os maiores importadores são: Sri Lanka, Japão, Holanda, Coréia, China, Indonésia, Espanha, Egito, Alemanha e Itália. É interessante notar na figura os fluxos de água virtual no planeta.

Quantificando a "água virtual" de alimentos:

A tabela 1 apresenta os valores de água virtual para alguns produtos. Os valores medidos até agora têm, no entanto, variações em função do método de cultivo, do método de avaliação, etc. É importante notar a ordem de grandeza dos mesmos - é ela que dá relevância ao tema.

Produto Água virtual
(litros de água por kg de alimento produzido)

Arroz - 1.400 a 3.600
Aveia - 2.374
Aves/Galinha - 2.800 a 4.500
Azeite de Oliva - 11.350
Azeitona - 2.500
Banana - 499
Batata - 105 a 160
Beterraba - 193
Cana-de-açúcar - 318
Carne de Boi - 13.500 a 20.700
Carne de porco - 4.600 a 5.900
Laranja e outros citros - 378
Leite - 560 a 865
Manteiga - 18.000
Milho - 450 a 1.600
Óleo de soja - 5405
Ovos - 2.700 a 4.700
Queijo - 5.280
Soja - 2.300 a 2.750
Tomate - 105
Trigo - 1.150 a 2.000
Uva – 455
E quanto uma pessoa consome de água virtual?

Considerando-se uma dieta básica com carne, podemos considerar que uma pessoa consome cerca de 4.000 litros de água virtual por dia. A dieta vegetariana requer em torno de 1.500 litros. Um simples café da manhã, como o mostrado na figura, chega a representar o consumo de 800 litros de água virtual!

Carnívoros consomem 4.000 lt de água virtual por dia
Vegetarianos consemem 1.500 lo de água virtual por dia

http://www.sabesp.com.br

Créditos de carbono: tapando o sol com a peneira

Até mesmo os países que aderiram ao Protocolo de Kyoto arrumaram uma boa desculpa para continuar poluindo nosso planeta: os Créditos de Carbono.Esses créditos são certificados que garantem aos países industrializados o direito de manterem a emissão de gases causadores do Efeito Estufa. Para tanto, basta que eles invistam em projetos ambientais nos países em desenvolvimento.

Reflorestamento, substituição de óleo diesel por biodiesel ou captação do gás metano de aterros sanitários são alguns deles. Por isso, virou moda para as empresas “ambientalmente responsáveis” comprar Créditos de Carbono.

Para os ambientalistas, a maior preocupação é que os países que mais poluem a atmosfera comprem esses créditos apenas para “ficar em paz com suas consciências”. Eles acreditam também que as empresas poluidoras podem criar mecanismos para burlar a compra de créditos. Sem falar que o plantio de árvores de uma única espécie em larga escala, que é o que ocorre nas áreas de reflorestamento, exaure o solo e danifica profundamente os ecossistemas.

Para Kirsty Clough, do Word Wildlife Fund (WWF), “o reflorestamento não reduz a dependência da sociedade nos combustíveis fósseis, que é o que realmente provoca as mudanças climáticas”. Charles Kronick, líder do Greenpeace na Inglaterra, é definitivo: “o que o planeta precisa mesmo é parar de poluir”.

Gaia: a teoria de Darwin dá um passo à frente


A Teoria de Gaia foi formulada por James Lovelock a partir de estudos que ele desenvolveu para a Nasa no final da década de 1960.

A princípio encarada com descrédito pela comunidade científica, hoje ela é considerada como a mais revolucionária maneira de se entender a vida em nosso planeta desde que o biólogo inglês Charles Darwin formulou a Teoria da Evolução das Espécies, ainda em meados do século 19.
Em seus estudos, Darwin concluiu que os seres vivos evoluem adaptando-se ao meio ambiente através da seleção natural. Lovelock deu um passo à frente ao considerar o meio ambiente como um superorganismo que também reage e se adapta às ações realizadas pelos seres vivos.
Comparando a atmosfera da Terra com a de outros planetas como Vênus e Marte, que são considerados mortos, Lovelock concluiu que a biosfera de nosso planeta é um sistema vivo, capaz de gerar, manter e regular suas próprias condições ambientais. Desse modo, a vida na Terra cria as condições para a sua própria sobrevivência. Mesmo que para isso seja necessária a destruição de algumas espécies.

O nome Gaia vem da deusa grega também conhecida como Gea (geo, em grego, significa terra). Segundo Hesíodo, poeta que viveu no século 8 a.C, ela é a segunda divindade primordial, precedida apenas pelo Caos, o início de tudo.

AQUECIMENTO GLOBAL


A Terra ardente

Num artigo apavorante e ao mesmo tempo esclarecedor, James Lovelock, renomado cientista especializado em análises ambientais, adverte: “A Terra está entrando em um estado febril que pode durar mais de 100 mil anos”.

POR JAMES LOVELOCK - FOTOS: GREENSPEACE

Imagine um policial novato extremamente entusiasmado com o cumprimento de seu dever. Imagine agora que ele tenha de dizer a uma família que seu filho foi brutalmente assassinado a pauladas. Ou então, pense em um médico que recebe a incumbência de lhe dizer que você tem um tumor maligno em metástase. Os médicos e policiais sabem que algumas pessoas aceitam a verdade com dignidade. Mas também sabem que outras tentarão negá-la veementemente, mesmo sabendo que isso não mudará a realidade.Sejam quais forem as reações, sem dúvida, dar notícias ruins é sempre uma tarefa difícil. Nós nos sentimos aliviados quando é um juiz quem dá uma sentença de pena de morte. Afinal, temos o conforto de ao menos saber que essa decisão tem uma justificativa moral. Já os médicos e os policiais não têm nenhuma válvula de escape ao cumprir seus deveres. Por essa mesma razão, esse é, para mim, o artigo mais difícil que eu já tive de escrever.

A hipótese que desenvolvi, conhecida como Teoria de Gaia (ver box), entende a Terra como um superorganismo vivo. Como tal, esse organismo pode desfrutar de boa saúde ou simplesmente adoecer.

A Teoria de Gaia fez de mim um médico planetário e o que faço aqui é uma séria análise técnica. Nesse momento, tenho a obrigação profissional de trazer uma má notícia a vocês: os centros de análises climáticas em todo o planeta, que são os equivalentes aos laboratórios de patologia dos hospitais, analisaram as condições físicas da Terra e constataram que ela sofre de uma grave doença. Ela está a ponto de contrair uma febre fatal que poderá durar cerca de 100 mil anos.
Como médico, devo dizer a você, que é membro dessa grande família chamada Terra, que toda a sua civilização está correndo um grave perigo.

Nos últimos três bilhões de anos nosso planeta manteve-se saudável e apto a permitir o desenvolvimento da vida de modo natural. Mas nós poluímos e arranhamos em excesso esse paciente, e o fizemos num momento em que o Sol está superaquecido. Assim, provocamos em Gaia uma febre que agora está se transformando em estado de coma. A Terra já passou por uma situação trágica como essa e demorou mais de 100 mil anos para se recuperar. Nós somos responsáveis por essa nova onda febril e sofreremos duramente as suas conseqüências.

MORTANDADE DE PEIXES
Provocada pelo aquecimento global, a intensa seca atingiu a Amazônia em outubro de 2005 matou, só no Lago do Rei, no município de Várzea (AM), cem toneladas de peixes.
Se continuarmos nesse ritmo que conduzao desequilíbrio ambiental, ainda neste século, a temperatura se elevará em cerca de 8oC nas regiões temperadas e 5oC nos trópicos. Grande parte da massa tropical da Terra se tornará deserta, limitando ainda mais os seus mecanismos de auto-regulação. Some-se a isso o fato de que já devastamos 40% de sua superfície com as atividades industriais e agropecuárias e as perspectivas se tornam ainda mais sombrias. Curiosamente, a poluição causada pelo uso de aerossóis no Hemisfério Norte reduz o aquecimento global ao criar uma camada que reflete a luz solar de volta ao espaço. Esse “escurecimento global” é transitório e poderá desaparecer em pouco tempo, deixando-nos inteiramente expostos ao calor da estufa global. Nesse momento, vivemos um clima enganoso, que é mantido acidentalmente fresco pela camada de poluentes. Porém, o desenlace mais provável é que bilhões de pessoas morrerão antes do final do século 21. Os únicos sobreviventes serão os povos que habitam a região do Ártico, onde o clima ainda permanecerá tolerável. Nós não estamos percebendo que a Terra regula sintomaticamente seu clima e sua composição. Estamos cometendo um erro gravíssimo ao tentar cuidar, nós mesmos, dessa tarefa, como se estivéssemos no comando desses mecanismos reguladores altamente complexos.
Essa tentativa descabida nos condena ao pior tipo de escravidão.Se nos elegermos como administradores do planeta, automaticamente nos tornaremos responsáveis por manter sua atmosfera, oceanos e superfícies sempre favoráveis à vida. Logo descobriremos que essa é uma tarefa impossível de ser realizada. Afinal, temos retribuído com devastação desenfreada a todas as comodidades que o planeta nós tem graciosamente oferecido por milênios.Para compreender como essa tarefa é impossível, pense como você, caso estivesse gravemente adoecido, poderia regular sua própria temperatura ou a composição de seu sangue sem ajuda médica. Pessoas que têm rins debilitados conhecem bem a interminável dificuldade diária de ajustar equilibradamente as entradas de água, sal e proteínas no organismo. O apoio tecnológico da diálise pode até ajudar, mas está longe de se comparar com a qualidade garantida por rins que funcionam saudavelmente.

Em meu novo livro, A Vingança de Gaia, faço uma extensa análise dessas questões. No entanto, você ainda pode estar se perguntando: “Por quê a ciência demorou tanto tempo para reconhecer a verdadeira natureza da Terra?”Acredito que seja porque a visão de Darwin foi tão clara e tão bem elaborada que, até hoje, estamos assimilando os seus conceitos. Contudo, vale lembrar que, quando ele desenvolveu a Teoria da Evolução das Espécies, o conhecimento sobre a química da atmosfera e dos oceanos ainda era muito limitado. Darwin não dispunha de informações suficientes para saber que os organismos vivos tanto podem se adaptar ao meio ambiente como podem, também, provocar alterações nele.Se Darwin soubesse que a vida e o meio ambiente estão conectados de maneira tão íntima, ele veria que a evolução envolve não apenas os organismos vivos, mas a superfície planetária como um todo.

GLACIARES DESAPARECEM
O retrocesso do gelo é evidente.
Nós vimos a Terra do espaço e, lá de cima, pudemos percebê-la como um organismo vivo. Sabemos que não podemos poluir o ar ou usar a superfície terrestre – os ecossistemas de suas florestas e oceanos – como uma mera fonte de produtos para nos alimentar e fornecer mais conforto. Sabemos instintivamente que esses ecossistemas devem ser preservados porque fazem parte da Terra viva. Sendo assim o que deveríamos fazer? Primeiramente, temos de nos conscientizar do ritmo acelerado em que as mudanças ambientais estão ocorrendo. E também de como temos pouco tempo para agir se quisermos evitar o pior. Diante da urgência desse quadro, cada comunidade e cada nação devem fazer o melhor uso de seus recursos para garantir a sobrevivência da civilização pelo maior tempo possível. A civilização é movida a energia e nós não podemos simplesmente desligá-la. Portanto, necessitamos de uma redução de consumo em bases seguras. Devemos ser conscientes de que devemos pensar na humanidade como um todo e não apenas em nós mesmos.

A mudança ambiental é global, mas cada região do globo tem suas particularidades. Eu, por exemplo, moro na Inglaterra. Nós, cidadãos britânicos, temos de tratar das conseqüências aqui no Reino Unido. Infelizmente, temos tantas áreas urbanizadas em nossa nação que hoje somos praticamente uma única grande cidade. Restaram pouquíssimas áreas para a agricultura e para a preservação das florestas.

Assim, nós ingleses, dependemos do mundo para sobreviver. A mudança climática irá nos negar as fontes de alimento e de combustível que vêm de outros países. Na Inglaterra, podemos até crescer mantendo um nível de consumo como o que adotamos durante a Segunda Guerra Mundial. Mas chega a ser ridícula a idéia de que meu país tem terra suficiente para produzir biocombustíveis ou para implantar fazendas movidas à energia eólica.

EXTINÇÃO DE ESPÉCIES
Espécies delicadas como o beija-flor nectarina, da África do Sul, serão duramente afetadas pelo efeito estufa e poderão se extinguir.

Tenho certeza de que nós, ingleses, faremos de tudo para sobreviver. Mas infelizmente não vejo os Estados Unidos ou as grandes economias emergentes, como a China e a Índia, voltando no tempo. O pior é que sabemos que esses países são os que mais emitem gases na atmosfera. A catástrofe irá ocorrer e os sobreviventes terão de se adaptar a um clima infernal. O mais triste de tudo é que Gaia perderá muito mais do que nós. Não serão apenas animais selvagens e ecossistemas inteiros que irão desaparecer: desaparecerão também preciosos recursos necessários ao desenvolvimento da civilização.Na nossa relação com a Terra, não somos meramente uma doença. Com nossa inteligência e nossa capacidade de comunicação, somos o sistema nervoso do planeta. Através de nós, Gaia foi vista do espaço e ganhou consciência de seu lugar no Universo. Devemos, portanto, ser o coração e a mente da Terra e não a sua doença. Teremos de ser fortes e parar de pensar unicamente em nossos direitos e necessidades. Precisamos tomar consciência de que prejudicamos a vida na Terra e temos de fazer as pazes com Gaia. Devemos fazer isso enquanto ainda somos fortes o bastante para negociar, e não quando formos hordas descabeçadas, conduzidas por brutais Senhores da Guerra. Sobretudo, devemos recordar que somos parte da Terra e que ela é, antes de mais nada, o nosso lar.

Osho - sobre o ato de ouvir...


Almas conscientes, antes de tudo, por favor, aceitem o meu amor.
Essa é a única coisa com a qual eu posso dar-lhes as boas vindas ao isolamento e reclusão destas montanhas. Na verdade, eu nada mais tenho a dar a vocês. Eu quero compartilhar com vocês o infinito amor que a proximidade com o divino criou em mim. Eu quero distribuí-lo. E a maravilha disso é que quanto mais eu compartilho esse amor, mais ele cresce! Talvez a verdadeira riqueza seja aquela que aumenta com a distribuição. A riqueza que diminui quando é compartilhada, não é verdadeira riqueza, de modo algum.Vocês então aceitam o meu amor?

Eu vejo aceitação em seus olhos e eu vejo também que seus olhos se tornaram repletos de amor em reciprocidade. Amor invoca amor e ódio invoca ódio. Tudo aquilo que nós damos retorna para nós. Essa é uma lei eterna. Assim, tudo aquilo que você deseja receber, é aquilo que você deve dar ao mundo. Você não pode receber flores em retribuição a espinhos.

Eu vejo flores de amor e paz desabrochando em seus olhos. Eu estou em profunda gratidão por isso, agora, nós não somos muitos aqui: o amor nos junta e faz com que muitos se tornem um. Corpos físicos estão separados e continuarão separados, mas existe alguma coisa por trás dos corpos que se encontra no amor, que se torna um através do amor. Só depois dessa unidade, de nos tornarmos um, é que alguma coisa pode ser dita e compreendida. A comunicação só é possível no amor.

Nós nos reunimos nesse lugar isolado para que eu possa dizer algo a vocês e vocês possam me ouvir. Esse dizer e esse ouvir não são possíveis sem uma corrente de amor. As portas do coração somente se abrem para o amor. E lembre-se de que somente quando alguém ouve com o coração, e não com a cabeça, é que o ouvir acontece. Você pode me perguntar, 'o coração também ouve?' e eu lhe direi que sempre que o ouvir acontece, é sempre através do coração. A cabeça nunca ouviu qualquer coisa. A cabeça é uma pedra surda. E isso também é verdadeiro quanto ao falar. Somente quando as palavras vêm do coração, elas são cheias de significado. Somente quando as palavras vêm do coração, elas têm a fragrância das flores frescas; se não for assim, elas serão apenas envelhecidas e murchas, elas serão artificiais - flores plásticas.

Eu vou derramar o meu coração em vocês, e se os corações de vocês permitirem-me entrar, haverá um encontro e uma comunicação. E então, naquele momento de encontro, aquilo que as palavras são incapazes de expressar, será comunicado. Muitas coisas não ditas serão ouvidas dessa maneira - aquilo que não pode ser colocado em palavras, aquilo que fica entrelinhas, também será comunicado. Palavras são indicações muito impotentes, mas se ouvidas em paz total da mente e em silêncio, elas se tornam potentes. Isso é o que eu chamo de ouvir com o coração.

Mas, geralmente, mesmo quando ouvimos alguém, nós permanecemos cheios de nossos próprios pensamentos. Esse é o 'falso ouvir'. Então você não é um shravak, um ouvinte. Você está apenas sob a ilusão de que você está ouvindo, mas de fato você não está. Para 'ouvir corretamente', é necessário que a mente esteja em estado de observação, completamente silenciosa. Quando você está apenas ouvindo e nada mais está fazendo, somente então você será capaz de ouvir e compreender, e essa compreensão se tornará luz e transformação dentro de você. Se assim não acontecer, então você não está ouvindo a quem quer que seja, mas apenas a si mesmo, você permanece cercado por um tumulto enfurecido dentro de você. E quando você está envolvido dessa maneira nada pode ser comunicado a você. Então você parece estar vendo, mas não está; você parece estar ouvindo, mas não está.

Cristo disse: 'aqueles que têm olhos para ver, que vejam. Aqueles que têm ouvidos para ouvir, que ouçam.' Estava ele dizendo que as pessoas não tinham olhos nem ouvidos? É claro que elas tinham olhos e ouvidos, mas a mera presença de olhos e ouvidos, não é suficiente para ver e ouvir. Algo mais é necessário e sem isso a existência ou não existência de olhos e ouvidos dá no mesmo. Aquele algo mais é o silêncio interior e a consciência observadora. Somente quando essas qualidades estão presentes é que as portas da mente se abrem e algo pode ser dito e ouvido.

Eu espero que vocês me ouçam dessa maneira durante o período deste campo de meditação. Uma vez que vocês tenham aprendido isso, isso se tornará sua companheira por toda a vida. Isso será o suficiente para livrá-lo de preocupações triviais.Você poderá se despertar para o grande universo misterioso externo e você poderá experienciar a eterna e infinita luz de consciência escondida por trás do tumulto de sua mente.

Ver corretamente e ouvir corretamente não são meras necessidades para este campo de meditação, são, na verdade, os pilares para todo um viver corretamente. Da mesma maneira que tudo é claramente refletido através de um lago totalmente calmo, sem ondas, também é verdade que o divino será refletido em você quando você se tornar calmo e quieto como o lago. Eu estou vendo um grande silêncio crescendo em vocês. Os seus olhos - a sede pela vida que eu vejo em vocês - estão me convidando a dizer aquilo que eu quero dizer. Eles estão me apressando a revelar as verdades que eu tenho visto e que mexeram com minha alma, porque os seus corações estão ansiosos e impacientes por compreendê-las.Vendo o quanto vocês estão desejosos e prontos, meu coração está também pronto para se derramar em vocês. Nessa paz que nos circunda, com o estado cheio de paz de suas mentes, eu certamente serei capaz de dizer o que quero dizer para todos vocês. Se eu tivesse encontrado ouvidos surdos diante de mim, eu iria me segurar. A luz não permanece do lado de fora quando ela encontra as portas de sua casa fechadas? Da mesma forma eu fico parado do lado de fora de muitas casas. Mas é um bom sinal as suas portas estarem abertas. É um bom começo.

Escutatória (Por Rubem Alves)


Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.

Diz o Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: "Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas". Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não "evangélico"), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado". Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou". Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em U definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: Meus irmãos, vamos cantar o hino... Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.
E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar.
A música acontece no silêncio.
É preciso que todos os ruídos cessem.
No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou.
A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada.
Somos todos olhos e ouvidos.
Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.
Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

Bordas

Em Ecologia se vê que as bordas entre diferentes ecossistemas sempre são mais produtivos do que cada ecossistema o é individualmente, posto que a área de borda pode manter espécies de dois ou mais ecossistemas e também espécies únicas em uma área (borda) que representam a mescla dos ecossistemas vizinhos.

Uma linha sinuosa (para quebra-vento, por exemplo) é mais larga que uma línha reta ainda que conectem os mesmos pontos – têm mais borda e esta linha pode ser plantada com mais plantas úteis – e em si é mais efetiva como quebra-ventos.

Existem vários estilos de bordas. Deve-se usá-las o máximo possível. O desenho de tanque de roda cria uma boa borda de água/jardim – cultivo para cultivo de castanhas de água, ou ervas de menta, entre outras.

http://permacoletivo.wordpress.com/permacultura/

Kama Manas

Kama (O instinto)
Também chamado de desejo animal, representa a nossa inteligência primitiva. É o que comanda nossas necessidades animais tais como sexo, fome, sede, necessidades fisiológicas, raiva primitiva, ódio, amor primitivo, inveja, agressividade, medo, instinto de sobrevivência, etc.
É o animal que existe dentro de nós. A inteligência primitiva que nos mantém com os “pés no chão”, como dizem os céticos quando querem dar valor ao real em detrimento do místico. Kama provoca-nos a ilusão da materialidade grosseira e nos impede de ver claramente a espiritualidade. O que vale para este princípio é a força bruta, os desejos carnais, animais. O famoso Sutra das posições sexuais, o Kama-Sutra, tem seu nome justamente por tratar do desejo sexual animal deste princípio.

Unido à parte inferior do próximo princípio, Manas, a Mente, resulta na nossa inteligência básica, racional, que nos diferencia dos animais.

Manas (O Pensador)
Este Princípio representa a conexão com o divino, a faísca de Brahman hospedando-se na carcaça recém formada de tecidos vivos e estruturada racionalmente. É o hospede, o Eu verdadeiro do Ser. Ele se instala para poder evoluir através das experiências que este corpo lhe proporcionará. Seu objetivo maior, vivenciar tudo e aprimorar-se para poder voltar a se fundir com Brahman. Sendo de estrutura não material, ele usa do artifício de se dividir em duas partes: A primeira, o Manas-Inferior, mais grosseiro porém ainda muito rarefeito, se embebe nas células nervosas do corpo astral (o duplo), principalmente nas do cérebro, para utilizá-las. Através do corpo astral, se liga ás células correspondentes do corpo físico. Juntando-se a Kama, cria o Kama-Manas, que provoca o surgimento da mente racional humana, que nos faz pensar racionalmente e tomar decisões baseadas não somente no instinto, mas também na razão, a mente intelectual.
Esta influência de um Princípio não-material, não físico, num corpo físico, que é o nosso quaternário, se dá através de vibração, ou seja, Manas-inferior ao se aproximar (sem tocar) das estruturas do corpo astral, fá-las vibrar.
Assim como Manas influencia a Kama, o contrário também acontece com Kama influenciando a Manas e criando, ou melhor realçando, os desejos e satisfações carnais tais como as fantasias sexuais, as lembranças, o desejo de gloria, de reconhecimento, o egoísmo, etc.
É o que se chama de intelectualização dos desejos animais.
Dependendo da estrutura física do sistema nervoso do ser, que é resultado do Karma de outras vidas, o Manas poderá ou não executar plenamente suas potencialidades, resultando a personalidade do ser, num intelectual famoso ou num idiota primitivo.
Se nos lembrarmos dos peptídeos, as moléculas da emoção, vibrando ao encontrar seus ligantes, parece que tudo se encaixa perfeitamente. Ciência e misticismo caminham paralelamente...
A segunda, o Manas-Superior, é o principio puro, o Eu verdadeiro, a faísca de Brahman. Na verdade, não se pode falar em apenas dois Manas, o inferior e o superior. Existem infinitas graduações de Manas partindo desde o mais inferior ligado a Kama e influenciado por este, até o mais puro Manas, ligado ao criador.
A luta entre Kama e Manas, um tentando dominar o outro, é a luta do homem em sua caminhada pelas sucessivas reencarnações, até que finalmente, Manas vencerá e subjugará Kama, libertando o livre arbítrio para o homem.

Kama é o desejo, Manas é a vontade

No homem primitivo o desejo subjuga a vontade e mata o livre-arbítrio.
No homem em evolução, ora vence um, ora o outro.
No homem em iluminação, a vontade vence na maioria das vezes, mas ainda há momentos de duvida.
No iluminado, Manas toma conta de Kama e brilha em todo o seu esplendor, não há recaídas. A vontade e a clarividência divinas é que comandam. Neste estágio, com Manas em seu topo, libera-se a comunicação total com o Cosmos, o Criador.

http://ciencia-esoterismo.blogspot.com/2002/05/capitulo-9-os-7-principios-do-homem.html

Prout

O Heitor falou sobre Prout no projeto dele. Também já tinha ouvido sobre, por uma amiga dele, que encontrei no Seminário Crise.

PROUT ou Teoria de Utilização Progressiva é uma teoria sócio-econômica desenvolvida em 1959 pelo filósofo indiano Prabhat Rainjan Sarkar (1921-1990).

PROUT é uma filosofia que sintetiza as dimensões físicas, mentais e espirituais da natureza humana. E descreve uma alternativa aos paradigmas sócio-econômicos do capitalismo e comunismo.

A PROUT descreve cinco fatores que contribuem para o desenvolvimento sustentável da sociedade.

- Limitação da acumulação de riquezas físicas.
- Máxima utilização e distribuição racional de todas as potencialidades do planeta.
- Máxima utilização de todos os indivíduos e potencialidades colectivas.
- Ajuste apropriado entre todas as utilizações.
- Os métodos de utilização que variam consoante o tempo, espaço e pessoa e são de natureza progressiva.

Princípios chave

As necessidades básicas devem ser garantidas a todos, incluíndo comida, abrigo, roupas, educação e cuidados médicos. Suficiente poder de compra também deve ser garantido a todos. Outros princípios chave são a democracia economica, liderança moral, liberdade individual, diversidade cultural, direitos das mulheres e governo mundial.

Visão Neo-humanista
O neo-humanismo é um sentimento expansivo, universalista e fraternal que liberta o ser humano das tendências egoístas de se agrupar e criar divisões sociais sob diferentes aspectos (nacionalismo, grupos sociais, racismo, fundamentalismo religioso etc.) e leva-o a abrir a mente para aceitar todos, inclusive animais, plantas e reino mineral, como membros de uma mesma família universal, constituída por um Pai Cósmico único. O neo-humanismo é uma filosofia orientada para o equilíbrio ecológico e para a fraternidade universal.

Democracia Económica
PROUT defende a democracia económica baseada em planeamento económico descentralizado; empreendimento cooperativo; exploração dos recursos naturais e desenvolvimento de indústrias estratégicas pelo governo local; e limitação da riqueza individual, visando ao bem-estar social. Apenas quando houver a descentralização económica e as populações locais puderem interferir nos rumos da economia local é que haverá a disponibilidade de alimento, moradia, vestu´rio, assistência médica e educação para todos. Esta é também a única maneira de assegurar que os sistemas ecológicos da Terra não sejam explorados em limites superiores à sua capacidade de renovação. O equilíbrio ecológico é fundamental para garantir a sobrevivência e o bem-estar das populações que dependem desses sistemas.

Garantir as Necessidades Básicas a Todos
No actual estágio da evolução humana, as necessidades básicas da vida devem ser garantidas a todos como um direito fundamental. As pessoas não poderão desenvolver seu potencial humano mais elevado enquanto não tiverem garantidos alimento, moradia, vestuário, assistência médica e educação. A política económica deverá incentivar o sistema cooperativo, com o intuito de estabelecer o pleno emprego; e o valor do salário mínimo deverá permitir a aquisição dos requisitos básicos. O padrão das necessidades básicas evoluirá de acordo com a capacidade produtiva da economia.

Liderança
Para implantar uma sociedade benevolente, é essencial que os líderes tenham princípios morais e que a sua dedicação à sociedade faça parte do seu progresso individual. O poder de decisão não deve estar concentrado na mão de pessoas, mas sim expressado nas lideranças coletivas (comitês sociais). A democracia política só pode ser eficaz se a maioria do eleitorado possuir estes três requisitos: elevado nível de instrução, consciência socioecônomica e integridade moral.

Liberdade
Os indivíduos devem ter liberdade absoluta para expressar suas ideias, sua criatividade e suas aspirações internas. Tanto a liberdade intelectual como espiritual fortalecem a colectividade. Só se deve restringir as atitudes claramente prejudiciais ao bem-estar colectivo.
Por isso, no que diz respeito à acumulação de riqueza física, deve-se estabelecer uma restricção nessa esfera, pois os recursos físicos são extremamente escassos e sua acumulação ilimitada por alguns resulta em privação para muitos.

Diversidade Cultural
Visando a fraternidade universal, PROUT estabelece programas que protegem e estimulam a cultura, a língua, a história e as tradições das populações locais. A diversidade dos indivíduos e da cultura deve ser encorajada para fomentar a justiça e a ordem social.

Direito das Mulheres
PROUT estimula o combate a todas as formas de violência e exploração usadas contra as mulheres. A meta de PROUT é incentivar a cooperação coordenada e garantir direitos iguais entre homens e mulheres. PROUT defende o desenvolvimento econômico, social e espiritual das mulheres em todo o mundo.

Ciência e tecnologia
O conhecimento científico e a tecnologia são recursos potenciais da humanidade. A utilização apropriada desses recursos permite-nos amenizar as dificuldades do mundo material e desvendar os segredos do universo. Entretanto, o desenvolvimento e a utilização do conhecimento científico devem estar sob a orientação de valores espirituais e neo-humanistas e das lideranças moralistas. Do contrário, a tecnologia poderá ser mal utilizada por capitalistas gananciosos e ávidos de poder, resultando em destruição e exploração.

Governo Mundial
PROUT apóia a criação de um governo mundial baseado em direitos globais, constituição global e código penal comum, para garantir os direitos fundamentais de povos e nações e resolver as disputas regionais e internacionais. Na medida em que for implementada a descentralização econômica, será vantajoso ter um sistema político central, pois este concentrar-se-á em resolver os conflitos políticos e humanos

http://www.innerpilot.org/anandamarga/rio/index_arquivos/prout.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/PROUT

http://proutsp.blogspot.com/

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vila Julia




Ana Maria
Haidee
Marta
Maria do Carmo
Ana Paula
Karen
Tania
Fernando
Lais
Mauro
Beto



INÍCIO DO TRABALHO


Sessão 1: Encontrando a Visão Comum
Criação de grupos de design ao redor de estudos de casos. Uma vez q o caso for selecionado pelo grupo de design os passos seguintes serão tomados:

Descrição:
1. O estudante patrocinador apresenta o projeto – estudo de caso – para o resto do grupo. Os outros membros do grupo perguntam questões relevantes para obter as informações necessárias.
2. O grupo de design desenvolve a visão comum o projeto
3. O grupo de design traduz esta visão comum numa frase (declaração da missão)
4. O grupo de design identifica 3 objetivos específicos q vão transformar a visão em realidade.

Objetivos:
Aprender a desenhar uma visão comum para um projeto coletivo, distanciando-se/suspendendo nossas perspectivas individuais.

Reconhecer a importância da visão comum como uma referência a partir da qual se pode trabalhar.


Sessão 2: Boa Governança
No seu grupo de trabalho crie um livreto contendo diversos documentos relacionados com a governança de seu estudo de caso, incluindo:

1. Um protocolo de associação
2. Um sistema de tomada de decisões baseado nas seguintes questões:
a. Todas as decisões tem a mesma importância, abrangência, etc...?
b. Quem deve decidir quais decisões?
c. Qual sistema de tomada de decisão deverá ser usado para cada tipo de decisão?
d. Com que freqüência queremos nos reunir para tomar decisões? Por quanto tempo?^
e. Quais são os nossos acordos básicos para as reuniões?
f. Quem se certificará que nosso sistema de tomada de decisão é verdadeiramente participativo, inclusivo e justo?
g. Quem mediará conflitos surgidos no processo de tomada de decisão?
h. Como nós comunicaremos as decisões ao grupo?
3. Um procedimento para a prevenção e administração de conflitos nas atividades diárias do grupo...

Objetivos:
Aprender a projetar e desenvolver documentos úteis para a governança do grupo.

Módulo 1 - Dimensão Social

Dias 17, 18, 19, 24, 25 e 26 de abril - May East/Vítor Leon Ades/Lara Freitas

Dimensão Social
· Construindo Comunidade, Abraçando Diversidade;
· Ferramentas de Comunicação, Resolução de Conflitos, Facilitação e Tomada de Decisão
· Liderança Circular num Mundo de Imprevisibilidade e Complexidade;
· Celebração da Vida e Arte;
· Vizinhança Sustentável, Biorregionalismo e Globalização.

Histórico do Gaia Education - Em 1998 um grupo de educadores se uniram para estruturar um currículo base para educação em ecovilas, na Dinamarca, em seguida se reuniram em Findhorn (Escócia/2002) e estruturaram o curso em 4 dimenões. Em 2005 foi lançado o curso e no mesmo ano recebeu o endosso da UNITAR (Instituto para Treinamento e Pesquisa das Nações Unidas).

Janela de Johari é uma ferramenta conceitual, criada por Joseph Luft e Harrington Ingham em 1955, que tem como objetivo auxiliar no entendimento da comunicação interpessoal e nos relacionamentos com um grupo.
Este conceito pode aplicar-se ao estudo a interacção e das relações interpessoais em várias situações, nomeadamente, entre indivíduos, grupos ou organizações.
A palavra Johari, tem origem na composição dos prenomes dos seus criadores: Jo(seph) e Hari(Harrington).
O conceito tem um modelo de representação, que permite, revelar o grau de lucidez nas relações interpessoais, relativamente a um dado ego, classificando os elementos que as dominam, num gráfico de duas entradas (janela): busca de feedback versus auto-exposição, subdividido em quatro áreas:

• Área livre ou eu aberto – zona que integra conhecimento do ego e também dos outros;
(Você sabe que é e o os outros sabem que você é)

• Área cega ou eu cego – zona de conhecimento apenas detido pelos outros e portanto desconhecido do ego;
(Você não sabe que é mas os outros sabem que você é)

• Área secreta ou eu secreto – zona de conhecimento pertencente ao ego e que não partilha com os outros;
(Você sabe que é mas os outros não sabem que você é)

• Área inconsciente ou eu desconhecido – zona que detêm os elementos de uma relação em que nem o ego, nem os outros têm consciência ou conhecimento.
(Nem você nem os outros sabem que você é)

Mudita
alegria com a alegria e sucesso dos outros.