O Heitor falou sobre Prout no projeto dele. Também já tinha ouvido sobre, por uma amiga dele, que encontrei no Seminário Crise.
PROUT ou Teoria de Utilização Progressiva é uma teoria sócio-econômica desenvolvida em 1959 pelo filósofo indiano Prabhat Rainjan Sarkar (1921-1990).
PROUT é uma filosofia que sintetiza as dimensões físicas, mentais e espirituais da natureza humana. E descreve uma alternativa aos paradigmas sócio-econômicos do capitalismo e comunismo.
A PROUT descreve cinco fatores que contribuem para o desenvolvimento sustentável da sociedade.
- Limitação da acumulação de riquezas físicas.
- Máxima utilização e distribuição racional de todas as potencialidades do planeta.
- Máxima utilização de todos os indivíduos e potencialidades colectivas.
- Ajuste apropriado entre todas as utilizações.
- Os métodos de utilização que variam consoante o tempo, espaço e pessoa e são de natureza progressiva.
Princípios chave
As necessidades básicas devem ser garantidas a todos, incluíndo comida, abrigo, roupas, educação e cuidados médicos. Suficiente poder de compra também deve ser garantido a todos. Outros princípios chave são a democracia economica, liderança moral, liberdade individual, diversidade cultural, direitos das mulheres e governo mundial.
Visão Neo-humanista
O neo-humanismo é um sentimento expansivo, universalista e fraternal que liberta o ser humano das tendências egoístas de se agrupar e criar divisões sociais sob diferentes aspectos (nacionalismo, grupos sociais, racismo, fundamentalismo religioso etc.) e leva-o a abrir a mente para aceitar todos, inclusive animais, plantas e reino mineral, como membros de uma mesma família universal, constituída por um Pai Cósmico único. O neo-humanismo é uma filosofia orientada para o equilíbrio ecológico e para a fraternidade universal.
Democracia Económica
PROUT defende a democracia económica baseada em planeamento económico descentralizado; empreendimento cooperativo; exploração dos recursos naturais e desenvolvimento de indústrias estratégicas pelo governo local; e limitação da riqueza individual, visando ao bem-estar social. Apenas quando houver a descentralização económica e as populações locais puderem interferir nos rumos da economia local é que haverá a disponibilidade de alimento, moradia, vestu´rio, assistência médica e educação para todos. Esta é também a única maneira de assegurar que os sistemas ecológicos da Terra não sejam explorados em limites superiores à sua capacidade de renovação. O equilíbrio ecológico é fundamental para garantir a sobrevivência e o bem-estar das populações que dependem desses sistemas.
Garantir as Necessidades Básicas a Todos
No actual estágio da evolução humana, as necessidades básicas da vida devem ser garantidas a todos como um direito fundamental. As pessoas não poderão desenvolver seu potencial humano mais elevado enquanto não tiverem garantidos alimento, moradia, vestuário, assistência médica e educação. A política económica deverá incentivar o sistema cooperativo, com o intuito de estabelecer o pleno emprego; e o valor do salário mínimo deverá permitir a aquisição dos requisitos básicos. O padrão das necessidades básicas evoluirá de acordo com a capacidade produtiva da economia.
Liderança
Para implantar uma sociedade benevolente, é essencial que os líderes tenham princípios morais e que a sua dedicação à sociedade faça parte do seu progresso individual. O poder de decisão não deve estar concentrado na mão de pessoas, mas sim expressado nas lideranças coletivas (comitês sociais). A democracia política só pode ser eficaz se a maioria do eleitorado possuir estes três requisitos: elevado nível de instrução, consciência socioecônomica e integridade moral.
Liberdade
Os indivíduos devem ter liberdade absoluta para expressar suas ideias, sua criatividade e suas aspirações internas. Tanto a liberdade intelectual como espiritual fortalecem a colectividade. Só se deve restringir as atitudes claramente prejudiciais ao bem-estar colectivo.
Por isso, no que diz respeito à acumulação de riqueza física, deve-se estabelecer uma restricção nessa esfera, pois os recursos físicos são extremamente escassos e sua acumulação ilimitada por alguns resulta em privação para muitos.
Diversidade Cultural
Visando a fraternidade universal, PROUT estabelece programas que protegem e estimulam a cultura, a língua, a história e as tradições das populações locais. A diversidade dos indivíduos e da cultura deve ser encorajada para fomentar a justiça e a ordem social.
Direito das Mulheres
PROUT estimula o combate a todas as formas de violência e exploração usadas contra as mulheres. A meta de PROUT é incentivar a cooperação coordenada e garantir direitos iguais entre homens e mulheres. PROUT defende o desenvolvimento econômico, social e espiritual das mulheres em todo o mundo.
Ciência e tecnologia
O conhecimento científico e a tecnologia são recursos potenciais da humanidade. A utilização apropriada desses recursos permite-nos amenizar as dificuldades do mundo material e desvendar os segredos do universo. Entretanto, o desenvolvimento e a utilização do conhecimento científico devem estar sob a orientação de valores espirituais e neo-humanistas e das lideranças moralistas. Do contrário, a tecnologia poderá ser mal utilizada por capitalistas gananciosos e ávidos de poder, resultando em destruição e exploração.
Governo Mundial
PROUT apóia a criação de um governo mundial baseado em direitos globais, constituição global e código penal comum, para garantir os direitos fundamentais de povos e nações e resolver as disputas regionais e internacionais. Na medida em que for implementada a descentralização econômica, será vantajoso ter um sistema político central, pois este concentrar-se-á em resolver os conflitos políticos e humanos
http://www.innerpilot.org/anandamarga/rio/index_arquivos/prout.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/PROUT
http://proutsp.blogspot.com/
quinta-feira, 23 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Vila Julia
Ana Maria
Haidee
Marta
Maria do Carmo
Ana Paula
Karen
Tania
Fernando
Lais
Mauro
Beto
INÍCIO DO TRABALHO
Sessão 1: Encontrando a Visão Comum
Criação de grupos de design ao redor de estudos de casos. Uma vez q o caso for selecionado pelo grupo de design os passos seguintes serão tomados:
Descrição:
1. O estudante patrocinador apresenta o projeto – estudo de caso – para o resto do grupo. Os outros membros do grupo perguntam questões relevantes para obter as informações necessárias.
2. O grupo de design desenvolve a visão comum o projeto
3. O grupo de design traduz esta visão comum numa frase (declaração da missão)
4. O grupo de design identifica 3 objetivos específicos q vão transformar a visão em realidade.
Objetivos:
Aprender a desenhar uma visão comum para um projeto coletivo, distanciando-se/suspendendo nossas perspectivas individuais.
Reconhecer a importância da visão comum como uma referência a partir da qual se pode trabalhar.
Sessão 2: Boa Governança
No seu grupo de trabalho crie um livreto contendo diversos documentos relacionados com a governança de seu estudo de caso, incluindo:
1. Um protocolo de associação
2. Um sistema de tomada de decisões baseado nas seguintes questões:
a. Todas as decisões tem a mesma importância, abrangência, etc...?
b. Quem deve decidir quais decisões?
c. Qual sistema de tomada de decisão deverá ser usado para cada tipo de decisão?
d. Com que freqüência queremos nos reunir para tomar decisões? Por quanto tempo?^
e. Quais são os nossos acordos básicos para as reuniões?
f. Quem se certificará que nosso sistema de tomada de decisão é verdadeiramente participativo, inclusivo e justo?
g. Quem mediará conflitos surgidos no processo de tomada de decisão?
h. Como nós comunicaremos as decisões ao grupo?
3. Um procedimento para a prevenção e administração de conflitos nas atividades diárias do grupo...
Objetivos:
Aprender a projetar e desenvolver documentos úteis para a governança do grupo.
Módulo 1 - Dimensão Social
Dias 17, 18, 19, 24, 25 e 26 de abril - May East/Vítor Leon Ades/Lara Freitas
Dimensão Social
· Construindo Comunidade, Abraçando Diversidade;
· Ferramentas de Comunicação, Resolução de Conflitos, Facilitação e Tomada de Decisão
· Liderança Circular num Mundo de Imprevisibilidade e Complexidade;
· Celebração da Vida e Arte;
· Vizinhança Sustentável, Biorregionalismo e Globalização.
Histórico do Gaia Education - Em 1998 um grupo de educadores se uniram para estruturar um currículo base para educação em ecovilas, na Dinamarca, em seguida se reuniram em Findhorn (Escócia/2002) e estruturaram o curso em 4 dimenões. Em 2005 foi lançado o curso e no mesmo ano recebeu o endosso da UNITAR (Instituto para Treinamento e Pesquisa das Nações Unidas).
Janela de Johari é uma ferramenta conceitual, criada por Joseph Luft e Harrington Ingham em 1955, que tem como objetivo auxiliar no entendimento da comunicação interpessoal e nos relacionamentos com um grupo.
Este conceito pode aplicar-se ao estudo a interacção e das relações interpessoais em várias situações, nomeadamente, entre indivíduos, grupos ou organizações.
A palavra Johari, tem origem na composição dos prenomes dos seus criadores: Jo(seph) e Hari(Harrington).
O conceito tem um modelo de representação, que permite, revelar o grau de lucidez nas relações interpessoais, relativamente a um dado ego, classificando os elementos que as dominam, num gráfico de duas entradas (janela): busca de feedback versus auto-exposição, subdividido em quatro áreas:
• Área livre ou eu aberto – zona que integra conhecimento do ego e também dos outros;
(Você sabe que é e o os outros sabem que você é)
• Área cega ou eu cego – zona de conhecimento apenas detido pelos outros e portanto desconhecido do ego;
(Você não sabe que é mas os outros sabem que você é)
• Área secreta ou eu secreto – zona de conhecimento pertencente ao ego e que não partilha com os outros;
(Você sabe que é mas os outros não sabem que você é)
• Área inconsciente ou eu desconhecido – zona que detêm os elementos de uma relação em que nem o ego, nem os outros têm consciência ou conhecimento.
(Nem você nem os outros sabem que você é)
Mudita
alegria com a alegria e sucesso dos outros.
Dimensão Social
· Construindo Comunidade, Abraçando Diversidade;
· Ferramentas de Comunicação, Resolução de Conflitos, Facilitação e Tomada de Decisão
· Liderança Circular num Mundo de Imprevisibilidade e Complexidade;
· Celebração da Vida e Arte;
· Vizinhança Sustentável, Biorregionalismo e Globalização.
Histórico do Gaia Education - Em 1998 um grupo de educadores se uniram para estruturar um currículo base para educação em ecovilas, na Dinamarca, em seguida se reuniram em Findhorn (Escócia/2002) e estruturaram o curso em 4 dimenões. Em 2005 foi lançado o curso e no mesmo ano recebeu o endosso da UNITAR (Instituto para Treinamento e Pesquisa das Nações Unidas).
Janela de Johari é uma ferramenta conceitual, criada por Joseph Luft e Harrington Ingham em 1955, que tem como objetivo auxiliar no entendimento da comunicação interpessoal e nos relacionamentos com um grupo.
Este conceito pode aplicar-se ao estudo a interacção e das relações interpessoais em várias situações, nomeadamente, entre indivíduos, grupos ou organizações.
A palavra Johari, tem origem na composição dos prenomes dos seus criadores: Jo(seph) e Hari(Harrington).
O conceito tem um modelo de representação, que permite, revelar o grau de lucidez nas relações interpessoais, relativamente a um dado ego, classificando os elementos que as dominam, num gráfico de duas entradas (janela): busca de feedback versus auto-exposição, subdividido em quatro áreas:
• Área livre ou eu aberto – zona que integra conhecimento do ego e também dos outros;
(Você sabe que é e o os outros sabem que você é)
• Área cega ou eu cego – zona de conhecimento apenas detido pelos outros e portanto desconhecido do ego;
(Você não sabe que é mas os outros sabem que você é)
• Área secreta ou eu secreto – zona de conhecimento pertencente ao ego e que não partilha com os outros;
(Você sabe que é mas os outros não sabem que você é)
• Área inconsciente ou eu desconhecido – zona que detêm os elementos de uma relação em que nem o ego, nem os outros têm consciência ou conhecimento.
(Nem você nem os outros sabem que você é)
Mudita
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