quarta-feira, 29 de abril de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Guerreiros sem Armas



http://guerreirossemarmas.wordpress.com/

domingo, 26 de abril de 2009

A idéia do Blog

A idéia deste blog é compartilhar informações do curso Gaia, conhecimentos, trocar idéias, projetos e quem sabe fazer alguma parceria... enfim opinem, se expressem e quem quiser participar postando me avisa q eu adiciono.
abs

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Freecycle


Freecycle significa manter coisas úteis fora dos depósitos de lixo.Significa doar algo que não tem mais uso em nossa vida a alguém que poderia prolongar um pouco mais a sua utilidade.Significa dar presentes às pessoas, ao mesmo tempo em que limparmos nossa própria bagunça.Significa criar, construir, e sustentar uma comunidade ecologicamente consciente.Oferecer itens dos quais já não precisamos mais àqueles que precisam deles.


A principal regra: tudo que for postado no website Freecycle deve ser gratuito. Este grupo faz parte da Rede Freecycle, uma organização sem fins lucrativos que reúne pessoas interessadas em deixar seus objetos fora dos depósitos de lixo. Acesse freecycle.org para obter o endereço de outras comunidades e informações sobre o movimento!! E-mail saopaulofreecycle-owner@yahoogroups.com para perguntas ou sugestões!

Água Virtual


Estamos habituados a calcular, no uso doméstico, um consumo médio de 200 litros por habitante/dia. Porém, considerando outros usos, quantos litros de água uma pessoa consome por dia? A resposta está no cálculo da água virtual.

Mas, o que é "água virtual"?

É a quantidade de água gasta para produzir um bem, produto ou serviço. Ela está embutida no produto, não apenas no sentido visível, físico, mas também no sentido "virtual", considerando a água necessária aos processos produtivos. É uma medida indireta dos recursos hídricos consumidos por um bem.

Por exemplo, para produtos primários como cereais e frutas, o cálculo da água virtual é relativamente simples: é a relação entre a quantidade total de água usada no cultivo e a produção obtida (m³/ton). A estimativa da água requerida no cultivo dos vários tipos de plantas é feita em função do tipo de solo, clima, técnica de plantio e irrigação, etc. Existem softwares que podem ser usados para este fim. Uma vez obtida a água virtual do produto primário, um inventário hídrico deve ser feito acompanhando os vários passos para obtenção do produto final.

O termo "água virtual" foi introduzido em 1993 por Tony Allan (1). Ele expôs essa idéia durante quase uma década para obter reconhecimento da importância do tema, que envolve disciplinas de meio ambiente, engenharia de alimentos, engenharia de produção agrícola, comércio internacional e tantas outras áreas que se relacionam com a água.

Atualmente, em discussões técnicas, esse parâmetro está sendo avaliado como um instrumento estratégico na política da água. É o caso do comércio agrícola, que promove uma gigantesca transferência de água de regiões onde ela se encontra de forma abundante e de baixo custo, para outras onde ela é escassa, cara e seu uso compete com outras prioridades.

Vale citar como exemplo a China, que importa cerca de 18 milhões de toneladas de soja por ano, a um custo de 3,5 milhões de dólares. Por esse caminho ingressam naquele país cerca de 45 milhões de m³ de água. Um recurso hídrico que a China não teria disponível para cultivar essa soja.

Outro exemplo que vale a pena citar é o das exportações de carne do Brasil. Em 2003, o país mandou para fora 1,3 milhão de toneladas de carne bovina, com uma receita cambial de 1,5 milhão de dólares. Por esse caminho, acabou exportando também 19,5 km³ de água virtual (19,5 bilhões de m³).

Deve ficar atento ao fato de que estas modalidades de comércio crescerão em futuro próximo, paralelamente ao esgotamento e a contaminação dos recursos hídricos.

Dados recentes da UNESCO (3) dão conta que o comércio global movimenta um volume anual de água virtual da ordem de 1.000 a 1.340 km³, sendo:

a 67 % relacionados com o comércio de produtos agrícolas;
a 23 % relacionados com o comércio produtos animais;
a 10 % relacionados com produtos industriais.

No 3º Fórum Mundial da Água, realizado em 2003 nas cidades de Kyoto, Shiga e Osaka, o Brasil foi citado como o 10º exportador de água virtual (atrás de Estados Unidos, Canadá, Tailândia, Argentina, Índia, Austrália, Vietnam, França e Guatemala). Os maiores importadores são: Sri Lanka, Japão, Holanda, Coréia, China, Indonésia, Espanha, Egito, Alemanha e Itália. É interessante notar na figura os fluxos de água virtual no planeta.

Quantificando a "água virtual" de alimentos:

A tabela 1 apresenta os valores de água virtual para alguns produtos. Os valores medidos até agora têm, no entanto, variações em função do método de cultivo, do método de avaliação, etc. É importante notar a ordem de grandeza dos mesmos - é ela que dá relevância ao tema.

Produto Água virtual
(litros de água por kg de alimento produzido)

Arroz - 1.400 a 3.600
Aveia - 2.374
Aves/Galinha - 2.800 a 4.500
Azeite de Oliva - 11.350
Azeitona - 2.500
Banana - 499
Batata - 105 a 160
Beterraba - 193
Cana-de-açúcar - 318
Carne de Boi - 13.500 a 20.700
Carne de porco - 4.600 a 5.900
Laranja e outros citros - 378
Leite - 560 a 865
Manteiga - 18.000
Milho - 450 a 1.600
Óleo de soja - 5405
Ovos - 2.700 a 4.700
Queijo - 5.280
Soja - 2.300 a 2.750
Tomate - 105
Trigo - 1.150 a 2.000
Uva – 455
E quanto uma pessoa consome de água virtual?

Considerando-se uma dieta básica com carne, podemos considerar que uma pessoa consome cerca de 4.000 litros de água virtual por dia. A dieta vegetariana requer em torno de 1.500 litros. Um simples café da manhã, como o mostrado na figura, chega a representar o consumo de 800 litros de água virtual!

Carnívoros consomem 4.000 lt de água virtual por dia
Vegetarianos consemem 1.500 lo de água virtual por dia

http://www.sabesp.com.br

Créditos de carbono: tapando o sol com a peneira

Até mesmo os países que aderiram ao Protocolo de Kyoto arrumaram uma boa desculpa para continuar poluindo nosso planeta: os Créditos de Carbono.Esses créditos são certificados que garantem aos países industrializados o direito de manterem a emissão de gases causadores do Efeito Estufa. Para tanto, basta que eles invistam em projetos ambientais nos países em desenvolvimento.

Reflorestamento, substituição de óleo diesel por biodiesel ou captação do gás metano de aterros sanitários são alguns deles. Por isso, virou moda para as empresas “ambientalmente responsáveis” comprar Créditos de Carbono.

Para os ambientalistas, a maior preocupação é que os países que mais poluem a atmosfera comprem esses créditos apenas para “ficar em paz com suas consciências”. Eles acreditam também que as empresas poluidoras podem criar mecanismos para burlar a compra de créditos. Sem falar que o plantio de árvores de uma única espécie em larga escala, que é o que ocorre nas áreas de reflorestamento, exaure o solo e danifica profundamente os ecossistemas.

Para Kirsty Clough, do Word Wildlife Fund (WWF), “o reflorestamento não reduz a dependência da sociedade nos combustíveis fósseis, que é o que realmente provoca as mudanças climáticas”. Charles Kronick, líder do Greenpeace na Inglaterra, é definitivo: “o que o planeta precisa mesmo é parar de poluir”.

Gaia: a teoria de Darwin dá um passo à frente


A Teoria de Gaia foi formulada por James Lovelock a partir de estudos que ele desenvolveu para a Nasa no final da década de 1960.

A princípio encarada com descrédito pela comunidade científica, hoje ela é considerada como a mais revolucionária maneira de se entender a vida em nosso planeta desde que o biólogo inglês Charles Darwin formulou a Teoria da Evolução das Espécies, ainda em meados do século 19.
Em seus estudos, Darwin concluiu que os seres vivos evoluem adaptando-se ao meio ambiente através da seleção natural. Lovelock deu um passo à frente ao considerar o meio ambiente como um superorganismo que também reage e se adapta às ações realizadas pelos seres vivos.
Comparando a atmosfera da Terra com a de outros planetas como Vênus e Marte, que são considerados mortos, Lovelock concluiu que a biosfera de nosso planeta é um sistema vivo, capaz de gerar, manter e regular suas próprias condições ambientais. Desse modo, a vida na Terra cria as condições para a sua própria sobrevivência. Mesmo que para isso seja necessária a destruição de algumas espécies.

O nome Gaia vem da deusa grega também conhecida como Gea (geo, em grego, significa terra). Segundo Hesíodo, poeta que viveu no século 8 a.C, ela é a segunda divindade primordial, precedida apenas pelo Caos, o início de tudo.