Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
sábado, 30 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
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A Luna mandou por e-mail e deixo aqui no blog pra compartilhar com todos...
BIO LIVROS:
-Agrofloresta
-Bioconstrução
-Biologia geral
-Biologia MArinha
-Botânica
-Ecologia
-Educação Ambiental
-Permacultura
-Sustentabilizadade
Entre outras temas...
http://bio-livros.blogspot.com/
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Em 2003, o presidente da Costa Rica disse...
From the former prez of Costa Rica, in a 2003 speech:
"225 million persons in Latin America, live in poverty. Many of them are part of the 1.2 billion people living on less than one $ per day. I know that we have heard these figures often, so often that we have grown somewhat less sensitive to them. Therefore let me put them in perspective: cows in Europe “earn” 3 to 5 $ per day in agricultural subsidies, and in Japan up to $7 per day! I have nothing against the cows, but I just feel it points out some of the absurdities of our world that we must address!"
Do ex-presidente da Costa Rica, num discurso em 2003:
"225 milhões de pessoas na América Larina vivem na pobreza. Muitas dessas são parte dos 1.2 bilhões de pessoas que vivem com menos de um $ por dia. Eu sei que nós ouvimos essas estatísticas frequentemente, tão frequente que nós crescemos de alguma forma menos sensíveis a elas. Por isso, deixe-me colocá-los em outra perspectiva: vacas na Europa "ganham" 3 a 5 $ por dia em subsídios agrícolas, e no Japão chegam a ganhar até $7 por dia! Eu não tenho nada contra as vacas, mas eu simplesmente acho que isso é um dos absurdos do nosso mundo que nós temos que resolver!"
"225 million persons in Latin America, live in poverty. Many of them are part of the 1.2 billion people living on less than one $ per day. I know that we have heard these figures often, so often that we have grown somewhat less sensitive to them. Therefore let me put them in perspective: cows in Europe “earn” 3 to 5 $ per day in agricultural subsidies, and in Japan up to $7 per day! I have nothing against the cows, but I just feel it points out some of the absurdities of our world that we must address!"
Do ex-presidente da Costa Rica, num discurso em 2003:
"225 milhões de pessoas na América Larina vivem na pobreza. Muitas dessas são parte dos 1.2 bilhões de pessoas que vivem com menos de um $ por dia. Eu sei que nós ouvimos essas estatísticas frequentemente, tão frequente que nós crescemos de alguma forma menos sensíveis a elas. Por isso, deixe-me colocá-los em outra perspectiva: vacas na Europa "ganham" 3 a 5 $ por dia em subsídios agrícolas, e no Japão chegam a ganhar até $7 por dia! Eu não tenho nada contra as vacas, mas eu simplesmente acho que isso é um dos absurdos do nosso mundo que nós temos que resolver!"
350 ppm
Uma entrevista com o diretor 350.org Bill McKibben, republicado de Folha:
AFRA BALAZINAda Folha de S.Paulo
AFRA BALAZINAda Folha de S.Paulo
"O número 350 é o mais importante do planeta", diz o escritor e ambientalista americano Bill McKibben, 48. Essa cifra, diz, significa "segurança climática". Neste caso, ele se refere ao limite de concentração de carbono na atmosfera que o mundo deve adotar para evitar uma catástrofe ambiental, medido em partes por milhão. (mais)
Permafrost - Metano - Aquecimento Global
Existe um fenômeno pouco divulgado, que começou a ser identificado pelos pesquisadores. Os gigantescos depósitos de metano, localizandos embaixo da camada de solo congelado (permafrost) sob o oceano Ártico, começaram a vazar. E eles podem fazer o aquecimento global mergulhar em um processo de aceleração irreversível. É o que relatam pesquisadores da Universidade do Alasca.
Um grupo coordenado pelo cientista Igor Semiletov descobriu que o metano está borbulhando no mar cada vez mais quente do Pólo Norte. O gás escapa em bolhas de buracos na camada de gelo no leito do oceano. Mais de mil medições feitas para avaliar o metano dissolvido na água na costa da Sibéria, feitas durante o verão, revelaram que os níveis do gás estão altos como nunca.
“As concentrações de metano são as mais altas já medidas no verão no Oceano Ártico”, diz Semiletov. Esse vazamento de metano é preocupante por vários motivos.
Primeiro, muitos pesquisadores temem que um grande vazamento de metano do Ártico esteve ligado às transformações climáticas que provocaram uma das maiores ondas de extinção da Terra, há 250 milhões de anos, entre os períodos Permiano e Triássico. Na ocasião, 96% das espécies marinhas desapareceram e 70% dos vertebrados terrestres também sumiram. Um vazamento como esse também é associado a um período extremamente quente há 55 milhões de anos, chamado Termal Máximo do Paleoceno-Eoceno. Foi uma onda de extinções também grande, que abriu caminho para o desenvolvimento dos mamíferos atuais.
A segunda razão para preocupação é que os depósitos de metano sob o oceano são tão grandes e esse gás tem um poder tão alto para aquecer a atmosfera. Segundo alguns pesquisadores, basta soltar uma pequena fração desses depósitos para que qualquer esforço para estabilizar as emissões em níveis não catastróficos fique impossível.
A terceira causa para preocupação é que a agência americana responsável por oceanos e atmosfera, a NOAA, revelou que os níveis de metano na atmosfera da Terra subiram acentuadamente pela primeira vez desde 1998, quando esse acompanhamento começou. Isso indicaria que o vazamento de metano provocado pelo derretimento do Ártico já estaria alterando a química da atmosfera rapidamente.
Esse metano foi gerado pela decomposição de matéria orgânica – plantas e animais – há milhões de anos, em períodos em que a Terra esteve mais quente. E esteve aprisionado sob a camada de gelo embaixo do mar durante todo esse tempo.
Semiletov mede os níveis de metano na costa da Sibéria desde 1994. Nunca havia detectado elevações nos níveis de metano na década de 90. Mas desde 2003 ele diz que vem observando pontos de concentração excessiva do gás no oceano. Segundo ele, o derretimento do permafrost submarine pode ser consequência do crescente volume de água mais quente que vem dos rios siberianos. O volume deles têm aumentado devido ao derretimento do permafrost em terra firme.
A linha vermelha do gráfico abaixo mostra como a descarga de metano do Ártico pode estar provocando uma elevação dos níveis de metano na atmosfera da Terra. A linha vermelha mostra o nível de metano na atmosfera desde 2004. Além da oscilação sazonal de cada ano, há uma clara elevação no último ano medido.

(Alexandre Mansur)
Um grupo coordenado pelo cientista Igor Semiletov descobriu que o metano está borbulhando no mar cada vez mais quente do Pólo Norte. O gás escapa em bolhas de buracos na camada de gelo no leito do oceano. Mais de mil medições feitas para avaliar o metano dissolvido na água na costa da Sibéria, feitas durante o verão, revelaram que os níveis do gás estão altos como nunca.
“As concentrações de metano são as mais altas já medidas no verão no Oceano Ártico”, diz Semiletov. Esse vazamento de metano é preocupante por vários motivos.
Primeiro, muitos pesquisadores temem que um grande vazamento de metano do Ártico esteve ligado às transformações climáticas que provocaram uma das maiores ondas de extinção da Terra, há 250 milhões de anos, entre os períodos Permiano e Triássico. Na ocasião, 96% das espécies marinhas desapareceram e 70% dos vertebrados terrestres também sumiram. Um vazamento como esse também é associado a um período extremamente quente há 55 milhões de anos, chamado Termal Máximo do Paleoceno-Eoceno. Foi uma onda de extinções também grande, que abriu caminho para o desenvolvimento dos mamíferos atuais.
A segunda razão para preocupação é que os depósitos de metano sob o oceano são tão grandes e esse gás tem um poder tão alto para aquecer a atmosfera. Segundo alguns pesquisadores, basta soltar uma pequena fração desses depósitos para que qualquer esforço para estabilizar as emissões em níveis não catastróficos fique impossível.
A terceira causa para preocupação é que a agência americana responsável por oceanos e atmosfera, a NOAA, revelou que os níveis de metano na atmosfera da Terra subiram acentuadamente pela primeira vez desde 1998, quando esse acompanhamento começou. Isso indicaria que o vazamento de metano provocado pelo derretimento do Ártico já estaria alterando a química da atmosfera rapidamente.
Esse metano foi gerado pela decomposição de matéria orgânica – plantas e animais – há milhões de anos, em períodos em que a Terra esteve mais quente. E esteve aprisionado sob a camada de gelo embaixo do mar durante todo esse tempo.
Semiletov mede os níveis de metano na costa da Sibéria desde 1994. Nunca havia detectado elevações nos níveis de metano na década de 90. Mas desde 2003 ele diz que vem observando pontos de concentração excessiva do gás no oceano. Segundo ele, o derretimento do permafrost submarine pode ser consequência do crescente volume de água mais quente que vem dos rios siberianos. O volume deles têm aumentado devido ao derretimento do permafrost em terra firme.
A linha vermelha do gráfico abaixo mostra como a descarga de metano do Ártico pode estar provocando uma elevação dos níveis de metano na atmosfera da Terra. A linha vermelha mostra o nível de metano na atmosfera desde 2004. Além da oscilação sazonal de cada ano, há uma clara elevação no último ano medido.

(Alexandre Mansur)
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